Carlos Alberto

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Famalicão acolhe artesanato e comidas típicas de todo o País

por Carlos Alberto, Publicado em 31 de Agosto de 2010   
Um total de 142 expositores, divididos entre 98 artesãos (40 dos quais famalicenses), 29 vendedores de produtos alimentares tradicionais, 10 restaurantes e 5 tasquinhas estarão presentes na 27ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Vila Nova de Famalicão, que estará patente no antigo campo da feira semanal, no centro da cidade, a partir da próxima sexta-feira, dia 3, até ao dia 12 de Setembro.
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A inauguração do certame, que registará a participação do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, e de outros responsáveis locais, está marcada para as 17 horas da próxima sexta-feira.
Para além do artesanato e das iguarias típicas de todo o País, a organização da feira, a cargo do pelouro da Cultura da Câmara Municipal e da Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão, preparou um programa de animação dominado pelo folclore e pela música popular, que promete atrair muito público. Ao nível do programa de animação, o destaque vai para o concerto do cantor popular Emanuel (quarta-feira, dia 8) e para o espectáculo de humor da dupla Quim Roscas e Zeca Estacionâncio (quinta-feira, dia 9).
A cidade de Vila Nova de Famalicão, onde se cruzam as auto-estradas Porto-Valença e Vila do Conde-Guimarães, regressa, assim, às suas origens mais remotas, transformando-se num centro de venda de artesanato e de comidas típicas, naquela que, de acordo com o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, “é uma das maiores feiras de artesanato e gastronomia do País”.
A partir da próxima sexta-feira, dia 3, e até 12 de Setembro, a 27ª Feira de Artesanato e Gastronomia de Famalicão promete encher de animação uma urbe historicamente associada à actividade comercial. Recorde-se que, em 1205 – precisamente há 805 anos –, o Rei D. Sancho I atribuiu o Foral às terras de Vila Nova, ordenando que ali se fizesse uma feira, como forma de estimular a actividade comercial para desenvolver o seu reguengo. “Mando também que façais Feira...”, decretou o segundo rei de Portugal na carta magna que esteve na génese do actual município de Vila Nova de Famalicão. Um documento que, aliás, acabaria por marcar profundamente a identidade de uma terra que é hoje um grande centro comercial e industrial do Norte do País.
“Entre os dias 3 e 12 de Setembro, Famalicão é a capital do artesanato e da gastronomia”, destaca Armindo Costa, lembrando que o certame concentra na cidade cerca de uma centena de artesãos, vindos de todo o País, assim como expositores de produtos alimentares tradicionais e diversos restaurantes, representativos da cozinha das várias regiões. No certame deste ano, estarão presentes restaurantes com iguarias de Trás-os-Montes, Beira Alta, Beira Baixa, Alentejo e, naturalmente, do Minho.
“A beleza e a singularidade do artesanato português aliadas à riqueza da gastronomia são elementos vitais da nossa cultura popular, constituindo uma importante alavanca turística de Famalicão, que atrai milhares de pessoas à cidade”, afirma Armindo Costa, destacando o facto de muitos artesãos “trabalharem ao vivo”.


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