Não houve nada de novo: o Sporting ganhou na Figueira da Foz (seis jogos no campeonato com a Naval fora, outras tantas vitórias...), Liedson voltou aos golos – podia ter sido o pior arranque de sempre mas os figueirenses são mesmo um talismã do luso--brasileiro – e os leões confirmaram que a vitória em Copenhaga, com o Brondby, apenas caiu do céu porque o último tento foi um enorme chapéu de Yannick. Nem mesmo a exibição de Elmano Santos, um professor de Educação Física madeirense que já apita na liga desde 1999, se desviou da norma: foi fraca. E com isso aproveitou o Sporting para acelerar o previsível – a vitória.
“Quando tivermos bola vai-se desenhar melhor o que pretendemos em termos tácticos”, prometera Paulo Sérgio. E o que se viu? Um leão que tão depressa fechava em losango como abria num 4x2x3x1 que oferece a batuta de jogo a Matías Fernández, chileno com alcunha de El Cra... ou craque. A Naval pouco mudou no modelo e no sistema de jogo mas deixava uma imagem bem mais pálida do que nas partidas iniciais, a ponto de ter acabado a primeira parte sem um único remate à baliza. O Sporting tinha mais bola, mais ideias, mais alma. E mais azar: ainda antes do primeiro quarto de hora, Yannick cabeceou ao poste (a sexta bola nos ferros esta época), na melhor oportunidade lisboeta até ao 1-0: Liedson parte de posição irregular para responder, de calcanhar, a um cruzamento de Abel. Elmano teve um erro do tamanho da defesa da Naval, que ainda repetiu a dose quando Matías, qual Maradona, fintou de calcanhar dois adversários e disparou forte para boa intervenção de Salin. Aliás, o francês não viu por pouco Liedson bisar aos 45’.
Após o intervalo, a toada manteve-se. Do domínio leonino aos erros da equipa de arbitragem (que até a escrever os números na placa de substituição conseguiu enganar-se, atente-se). Assim foi escrito o segundo golo: Liedson vai para a área, Lupède corta de carrinho mas o juiz marca penálti perante os protestos dos figueirenses. Matías, com a frieza (e o gesto) habitual, limitou-se a aumentar a vantagem.
A Naval tentou então arriscar mais mas acabou por dar outro tiro no pé, quando um mau atraso a Salin permitiu a Yannick carimbar a segunda chapa três em... cem horas. João Pedro reduziu mas já estava tudo dito: o Sporting, sempre melhor, confirmou que está mesmo a subir.
Ficha do jogo:
Golos: 0-1, Liedson (41’), 0-2, Matías (60’), 0-3, Yannick (70’), 1-3, João Pedro (74’)
Substituições: Marinho por Hugo Machado (61’), Camora por Simplício (69’), Zapater por André Santos (73’), João Pereira por Valdés (82’), Liedson por Saleiro (85’)
Indisciplina: amarelos para André Santos (31’), Maniche (53’), Salin (59’), Lupède (70’), Rui Patrício (87’)
Resultado: 1-3




Rating: 0.0
Actividade em ionline