Sporting soube dançar o bailinho ao som dos erros de Elmano

por Bruno Roseiro, Publicado em 30 de Agosto de 2010   
Leões vencem na Figueira num encontro em que foram sempre melhores mas beneficiaram de erros do árbitro
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Não houve nada de novo: o Sporting ganhou na Figueira da Foz (seis jogos no campeonato com a Naval fora, outras tantas vitórias...), Liedson voltou aos golos – podia ter sido o pior arranque de sempre mas os figueirenses são mesmo um talismã do luso--brasileiro – e os leões confirmaram que a vitória em Copenhaga, com o Brondby, apenas caiu do céu porque o último tento foi um enorme chapéu de Yannick. Nem mesmo a exibição de Elmano Santos, um professor de Educação Física madeirense que já apita na liga desde 1999, se desviou da norma: foi fraca. E com isso aproveitou o Sporting para acelerar o previsível – a vitória.
“Quando tivermos bola vai-se desenhar melhor o que pretendemos em termos tácticos”, prometera Paulo Sérgio. E o que se viu? Um leão que tão depressa fechava em losango como abria num 4x2x3x1 que oferece a batuta de jogo a Matías Fernández, chileno com alcunha de El Cra... ou craque. A Naval pouco mudou no modelo e no sistema de jogo mas deixava uma imagem bem mais pálida do que nas partidas iniciais, a ponto de ter acabado a primeira parte sem um único remate à baliza. O Sporting tinha mais bola, mais ideias, mais alma. E mais azar: ainda antes do primeiro quarto de hora, Yannick cabeceou ao poste (a sexta bola nos ferros esta época), na melhor oportunidade lisboeta até ao 1-0: Liedson parte de posição irregular para responder, de calcanhar, a um cruzamento de Abel. Elmano teve um erro do tamanho da defesa da Naval, que ainda repetiu a dose quando Matías, qual Maradona, fintou de calcanhar dois adversários e disparou forte para boa intervenção de Salin. Aliás, o francês não viu por pouco Liedson bisar aos 45’.
Após o intervalo, a toada manteve-se. Do domínio leonino aos erros da equipa de arbitragem (que até a escrever os números na placa de substituição conseguiu enganar-se, atente-se). Assim foi escrito o segundo golo: Liedson vai para a área, Lupède corta de carrinho mas o juiz marca penálti perante os protestos dos figueirenses. Matías, com a frieza (e o gesto) habitual, limitou-se a aumentar a vantagem.
A Naval tentou então arriscar mais mas acabou por dar outro tiro no pé, quando um mau atraso a Salin permitiu a Yannick carimbar a segunda chapa três em... cem horas. João Pedro reduziu mas já estava tudo dito: o Sporting, sempre melhor, confirmou que está mesmo a subir.

 

Ficha do jogo:

Golos: 0-1, Liedson (41’), 0-2, Matías (60’), 0-3, Yannick (70’), 1-3, João Pedro (74’)
Substituições: Marinho por Hugo Machado (61’), Camora por Simplício (69’), Zapater por André Santos  (73’), João Pereira por Valdés (82’), Liedson por Saleiro (85’)
Indisciplina: amarelos para André Santos (31’), Maniche (53’), Salin (59’), Lupède (70’), Rui Patrício (87’)

 

Resultado: 1-3



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