Milhares de mulheres, entre elas várias luso-descendentes, marcharam hoje contra a insegurança, pela paz e pela vida, em Caracas, na Venezuela.
“Este ano, pelos dados que temos, será muito maior o número de vítimas de assassínios no nosso país” disse a luso-descendente Jenny de Freitas, diretora nacional do partido opositor Um Novo Tempo (UNT).
Apelando a todos cidadãos a marchar explicou que “a insegurança é um tema que afecta tanto a chavistas (simpatizantes de Hugo Chávez) como a não chavistas”.
Interrogada sobre uma eventual politização da manifestação, pelo facto de participarem vários partidos opositores, entre eles o UNT, explicou que “se há algo de político neste tema é porque não se fizeram políticas públicas” para combater a insegurança.
Filha de emigrantes portugueses, Matilde Araújo, explicou à agência Lusa o que diz ser a principal razão para marchar: “evitar mais tragédias familiares”.
“Cada dia matam alguém conhecido ou alguém perto de nós, temos que sensibilizar o Governo para o que se está a passar, não podemos esperar que a tragédia e dor que ensombra um vizinho entre primeiro pela nossa porta para fazer algo”, frisou.
No seu entender a insegurança “é um problema de todos” e por isso “quer os que simpatizam com o Presidente (Hugo Chávez), quer os que o criticam têm que encontrar pontos comuns para evitar este flagelo”.
“Não se pode ver a insegurança como um problema político, nem apostar que o Governo fracasse no seu combate para ter um tema de campanha, porque se isso acontece é um fracasso de todos e todos sofreremos”, frisou.
A marcha foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (oposição) e marcou o início de campanha da oposição para as legislativas de 26 de Setembro, reunindo também funcionários de hospitais públicos que se queixam da falta de recursos e de atenção de parte do Governo nacional.
Os manifestantes percorreram sete quilómetros, entre a Praça Venezuela, no centro-leste de Caracas e Boleíta, a leste da capital.




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