Venezuela

Milhares de mulheres marcharam em Caracas contra a insegurança

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 28 de Agosto de 2010   
Opções
a- / a+

Milhares de mulheres, entre elas várias luso-descendentes, marcharam hoje contra a insegurança, pela paz e pela vida, em Caracas, na Venezuela.

“Este ano, pelos dados que temos, será muito maior o número de vítimas de assassínios no nosso país” disse a luso-descendente Jenny de Freitas, diretora nacional do partido opositor Um Novo Tempo (UNT).

Apelando a todos cidadãos a marchar explicou que “a insegurança é um tema que afecta tanto a chavistas (simpatizantes de Hugo Chávez) como a não chavistas”.

Interrogada sobre uma eventual politização da manifestação, pelo facto de participarem vários partidos opositores, entre eles o UNT, explicou que “se há algo de político neste tema é porque não se fizeram políticas públicas” para combater a insegurança.

Filha de emigrantes portugueses, Matilde Araújo, explicou à agência Lusa o que diz ser a principal razão para marchar: “evitar mais tragédias familiares”.

“Cada dia matam alguém conhecido ou alguém perto de nós, temos que sensibilizar o Governo para o que se está a passar, não podemos esperar que a tragédia e dor que ensombra um vizinho entre primeiro pela nossa porta para fazer algo”, frisou.

No seu entender a insegurança “é um problema de todos” e por isso “quer os que simpatizam com o Presidente (Hugo Chávez), quer os que o criticam têm que encontrar pontos comuns para evitar este flagelo”.

“Não se pode ver a insegurança como um problema político, nem apostar que o Governo fracasse no seu combate para ter um tema de campanha, porque se isso acontece é um fracasso de todos e todos sofreremos”, frisou.

A marcha foi convocada pela Mesa de Unidade Democrática (oposição) e marcou o início de campanha da oposição para as legislativas de 26 de Setembro, reunindo também funcionários de hospitais públicos que se queixam da falta de recursos e de atenção de parte do Governo nacional.

Os manifestantes percorreram sete quilómetros, entre a Praça Venezuela, no centro-leste de Caracas e Boleíta, a leste da capital.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close