Paulo Portas assinala hoje a “rentrée” do CDS-PP em Aveiro, que contará com debates e a apresentação de iniciativas legislativas sobre emprego e impostos, para além de críticas às “ilusões” do primeiro ministro sobre a economia portuguesa.
Paulo Portas intervirá num comício previsto para as 19:30, na Praça do Peixe, Aveiro, onde fará um “discurso focado” nas propostas do partido nas área da criação de emprego, uma prioridade numa altura em que, segundo os democratas cristão, o crescimento económico aponta para uma quase estagnação.
Neste tema, o líder do CDS-PP será crítico quanto “às ilusões" do primeiro ministro sobre a situação da economia portuguesa e do desemprego, a questão "mais relevante" na atual conjuntura, disse à Lusa fonte do partido.
Segundo a imprensa, o PSD será também um “alvo” no discurso de Paulo Portas, que procurará “marcar a distância” face aos socialistas e sociais democratas na matéria da revisão constitucional, recuperando um argumento assumido em julho passado.
Na altura, Paulo Portas já tinha acusado o PSD de usar "a revisão constitucional para fingir que não tem um acordo com o governo na política económica, fiscal e social" e o PS de a usar "para fingir que é o partido do Estado social".
Para além da análise sobre a situação política e económica do país e sobre a atuação do Governo, Paulo Portas apresentará iniciativas legislativas centradas na criação de emprego, nos impostos, na saúde e na educação.
Antes do comício, haverá painéis de debate dedicados às “bandeiras” do partido, prevendo-se uma conferência sobre “agricultura e floresta”, com o secretário geral da Confederação dos Agricultores de Portugal, Luís Mira, e outra sobre “Insegurança”, com o porta voz do partido e deputado Nuno Magalhães.
O ex-chefe do Estado Maior da Armada Vieira Matias intervirá num painel dedicado ao “Mar como prioridade estratégica de Portugal”, o professor e matemático Nuno Crato falará sobre “ideias diferentes para um sistema de ensino melhor” e o fiscalista e militante Paulo Núncio apresentará as propostas do CDS alternativas à “política fiscal do PS e PSD”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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