A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, pediu hoje ao Quénia que detenha o presidente do Sudão, Omar al-Béchir, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e em visita a Nairobi.
Em comunicado, Ashton exortou o Quénia "a respeitar as suas obrigações no âmbito do Direito Internacional e a deter e entregar os acusados pelo TPI".
O presidente do Sudão, que deslocou ao Quénia para participar nas cerimónias de promulgação da nova Constituição deste país, é acusado de genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade, os três relacionados com o conflito no Darfur, sendo alvo de dois mandados de captura do TPI, um emitido em 2009 e outro já em 2010.
Ashton manifestou "preocupação" pela visita do presidente sudanês ao Quénia, um país signatário do Estatuto de Roma, que deu origem ao TPI.
O Quénia já justificou o convite alegando que se trata do presidente de um país vizinho.
"O Presidente Bashir está cá porque convidámos todos os nossos vizinhos e é um vizinho", justificou aos jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Moses Wetangula.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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