O Bloco de Esquerda inicia hoje em Braga o “Fórum Socialismo 2010”, prevendo juntar “algumas centenas” de apoiantes em debates sobre economia e questões sociais e cujo encerramento, domingo, assinalará a “rentrée” política do partido.
O “Fórum Socialismo 20102 vai reunir em Braga, distrito onde o BE elegeu pela primeira vez um deputado nas legislativas de 2009, “algumas centenas de pessoas” que se inscreveram para participar nos debates sobre temas que “interpelam a esquerda”, da economia às “lutas dos trabalhadores na Europa” e à cultura, disse à Lusa o deputado bloquista José Soeiro.
O coordenador da comissão política do BE, Francisco Louçã, intervirá no encerramento da iniciativa, domingo, assinalando as prioridades do Bloco de Esquerda para a próxima sessão legislativa.
Os debates previstos não incluem o tema das eleições presidenciais mas, segundo afirmou o deputado Luís Fazenda ao portal do BE, esquerda.net, da iniciativa sairá um “apoio claríssimo a Manuel Alegre”, candidato às eleições presidenciais de 2010.
“Confirmaremos a nossa posição […] de apelo a uma luta de massas maior, de apoio à luta de 29 de setembro [jornada convocada pela CGTP], às greves, às paralisações, e também um apoio claríssimo, muito vincado a Manuel Alegre como um candidato que pode paralisar esta ofensiva liberal”, afirmou Luís Fazenda.
O “Fórum Socialismo 2010” começa hoje à noite com uma intervenção do deputado Luís Fazenda, à noite, sobre “A Recomposição da Esquerda”.
A política internacional será o tema de debates sobre, entre outros assuntos, a “geopolítica do petróleo”, com Pedro Filipe Soares, “China: império dos baixos salários”, com Carlos Santos, e “Venezuelas”, com Natasha Antunes.
Boaventura Sousa Santos fará um “balanço Obama”, e o líder da bancada parlamentar do BE, José Manuel Pureza, falará sobre “humanismo: intervenção e soberania”.
O deputado José Soeiro intervirá num painel com o tema “Direito ao Emprego ou Direito à Preguiça” e haverá discussões sobre o “testamento vital”, os “direitos das crianças”, a “questão das ferrovias em Portugal”, entre outros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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