PCP acusa Governo de querer "poupar meia dúzia de tostões" com fecho de escolas

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 26 de Agosto de 2010   
Opções
a- / a+

O deputado do PCP eleito por Évora, João Oliveira, acusou hoje o Governo de “insistir” no fecho de escolas apenas por “razões economicistas”, para “poupar meia dúzia de tostões”, ignorando “prejuízos para crianças e comunidades locais”.

“O Governo continua neste processo, apesar das várias consequências, como a sobrelotação de turmas e as despesas com transportes, e outros prejuízos por demais evidentes para as crianças e comunidades que veem as escolas encerrar”, disse.

O fecho de 701 escolas no país, 32 delas no Alentejo, anunciado pelo Ministério da Educação, foi um dos temas hoje abordados numa conferência de imprensa da Direcção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP, com a participação do deputado João Oliveira.

“Se o Governo tivesse em conta critérios que não fossem exclusivamente economicistas, com o objetivo puro de poupança de custos no Orçamento do Estado, de meia dúzia de tostões, certamente compreenderia que estes encerramentos são medidas injustas, erradas e prejudiciais”, acusou.

O deputado comunista garantiu que, para definir a lista de escolas básicas a encerrar, o Executivo socialista não teve em linha de conta “quaisquer critérios pedagógicos e científicos ou mesmo de natureza social e económica”.

Para reforçar este argumento, João Oliveira aludiu ao caso da Escola Básica de Santana do Campo, no concelho de Arraiolos (Évora), que conta com nove alunos matriculados, cujos pais e encarregados de educação protestaram na quarta feira contra o anunciado fecho.

“É um exemplo claro. É uma escola onde não há um chumbo há dez anos e os alunos saem dali e integram os quadros de honra das escolas dos outros ciclos de ensino”, apontou, garantindo que a manutenção da escola seria, social e economicamente, “fundamental para garantir uma perspetiva de futuro àquela localidade”.

Porque, frisou, “sem escola básica, muito dificilmente haverá casais jovens a fixarem-se” na aldeia de Santana do Campo.

“O Governo, de facto, não teve em conta aquilo que é a realidade concreta do Interior do país e das zonas mais rurais”, reiterou João Oliveira.

Os comunistas apontaram ainda críticas à intenção do Ministério da Saúde de reduzir para metade – abrindo apenas à tarde - o horário de alguns Serviços de Atendimento Permanente de centros de Saúde do distrito, nomeadamente Mora, Arraiolos e Alandroal.

 

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close