A ONU disse hoje que não há razões para temer um ataque talibã às organizações humanitárias no Paquistão e vai continuar as tarefas de assistência a milhões de afetados pelas inundações neste país.
"Na maioria dos países onde trabalhamos existem preocupações com a segurança, há medidas em marcha para reforçá-la. Aqui já houve ataques deliberados no passado. Não temos razão para temer que isso ocorra durante as operações de ajuda", referiu a organização em comunicado.
A reação da ONU surgiu depois de informações sobre alegados planos dos rebeldes para atacar os estrangeiros que trabalham nas operações de ajuda humanitária no Paquistão.
"Seria desumano se nos atacassem, a nós e ao nosso trabalho, prejudicando milhões de pessoas cujas vidas nos esforçamos por salvar", sublinhou a ONU.
Muitos analistas creem que a crise desviou a atenção do exército das frentes militares, o que está a permitir a reorganização de determinados grupos extremistas.
No norte e no centro do Paquistão o nível das águas está a descer há vários dias, mas as províncias do Baluquistão e sobretudo de Sindh, no sul, continuam em alerta, disse à agência Efe um porta-voz do gabinete de gestão de desastres, Ahmad Kamal, explicando que milhares de pessoas estão a ser retiradas de novas zonas inundadas.
As autoridades esperam receber em breve entre 10 e 15 helicópteros, depois de terem feito um apelo nesse sentido, através da ONU, à comunidade internacional, de forma a permitir que a ajuda chegue a áreas até agora inacessíveis.
Estas são as piores inundações no Paquistão nos últimos 80 anos e causaram desde finais de julho a morte de 1600 pessoas, tendo afetado entre 15,5 e 20 milhões de pessoas.




Rating: 0.0
Actividade em ionline