O candidato do PCP às eleições presidenciais de 2011 é um 'fenómeno' de popularidade na sua terra natal, em Vinhó, concelho de Arganil, onde se desloca com frequência, apurou a agência Lusa na localidade.
Na despovoada localidade, atualmente com pouco mais de 100 habitantes, situada a cerca de sete quilómetros de Côja, na freguesia de de Vila Cova do Alva, todas as pessoas contactadas pela reportagem da Lusa se desfizeram em elogios ao filho da terra que entrou na corrida a Belém.
"Relaciona-se com todos. É uma pessoa especial que fala e convive connosco", contou com entusiasmo Carlos Almeida Lopes, que reside junto à capela da aldeia e convive regularmente com Francisco Lopes.
"Ele nasceu cá e estudou até à quarta classe e depois foi para Lisboa, mas sempre que pode vem cá e gosta de participar e ajudar nas iniciativas da aldeia", referiu ainda Carlos Lopes, antigo trabalhador da EDP.
Armando Silva, emigrante na Bélgica, fala do candidato comunista "como uma excelente pessoa, educada, que tanto fala ao pobre como ao rico, e interessada em saber como vão as coletividades" da aldeia.
"Conheço-o praticamente desde que nasci. Sempre teve boas relações com o pessoal cá da terra", sublinhou.
A candidatura de Francisco Lopes é "um elogio para a terra", nas palavras de Idalina Madeira da Silva, no que é corroborada por Deolinda da Conceição Neves: "numa aldeia pequena como esta toda a gente fica satisfeita".
Noutro ponto da aldeia, António Marques Gaspar, de 74 anos, refere-se também de forma entusiástica a um homem que até "nem é do mesmo partido".
"Só tenho bem a dizer dele e da sua família que era muita boa gente. É um bom rapaz e toda a gente gosta dele", afirmou.
Deputado eleito pelo círculo de Setúbal, Francisco Lopes, operário eletricista, de 54 anos, integrou desde cedo as fileiras do PCP e tornou-se o candidato escolhido pelo Comité Central do partido para disputar as presidenciais de 2011.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo




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