Encontrados vestígios de estrutura portuária romana na praia fluvial de Favaios

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 24 de Agosto de 2010   
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Vestígios arquitetónicos romanos de grande porte que poderão ter a ver com uma estrutura portuária foram encontrados em escavações arqueológicas na praia fluvial de Favaios, anunciou hoje o Parque Biológico de Gaia.

Em comunicado, a empresa municipal que gere os parques de Gaia refere que as escavações confirmaram também “a existência de vestígios de construção no alto do Castelo de Crestuma que poderão ter a ver com as suas funções de controle do Rio Douro e da sua travessia naquelas épocas”.

As escavações arqueológicas terminam sexta feira, estando programado para os próximos meses o tratamento por arqueólogos tarefeiros do espólio encontrado, a que se seguirá o estudo científico por especialistas em arqueologia, geomorfologia, arqueobotânica e outras ciências.

Esta primeira intervenção arqueológica no Castelo de Crestuma (Parque Botânico do Castelo) foi patrocinada pelo Parque Biológico de Gaia e realizada pelo Gabinete de História, Arqueologia e Património da Confraria Queirosiana, com a colaboração da Gaianima e Solar Condes de Resende, na sequência de um protocolo assinado por estas instituições em novembro de 2009.

Os trabalhos foram planeados e coordenados pelos arqueólogos Gonçalves Guimarães e António Manuel Silva e dirigidos pelos arqueólogos Filipe Pinto e Laura Sousa, com a administração e logística coordenada pela especialista em património Fátima Teixeira.

A intervenção visou detetar possíveis vestígios de construções que justificassem o antigo topónimo castelo e estruturas romanas relacionadas com os vestígios de superfície anteriormente encontrados na cota baixa.

As escavações comprovaram o Castelo de Crestuma como “estação arqueológica de grande importância no contexto local e regional”, cujo estudo “poderá contribuir para aclarar alguns aspetos lacunares da História do Vale do Douro nos períodos tardo-romano e altimediévico até à Idade Média plena (séculos V-XII)”.

“Confirma-se a existência de grande quantidade e variedade de cerâmica de construção, transporte, armazenagem e doméstica das referidas épocas nas sondagens e escavações efetuadas”, salienta a fonte, acrescentando que também foi atestada a “ocupação com construções em toda a área do monte do castelo e na sua imediata periferia”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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