Israel não está a cooperar com uma missão da ONU que investiga o ataque à frota internacional que seguia para Gaza e desconhece-se se os investigadores poderão falar com os soldados israelitas envolvidos, indicou hoje fonte da organização.
O Conselho dos Direitos Humanos da ONU está a investigar o ocorrido a 31 de maio passado quando um comando israelita intercetou um navio da frota internacional que seguia para Gaza com ajuda humanitária, provocando a morte de nove ativistas que seguiam a bordo, oito turcos e um turco-americano. Israel alega que agiu em autodefesa.
Juan Carlos Monge, um responsável da ONU ligado à missão, referiu que esta está a falar com testemunhas na Turquia e na Jordânia.
Num e-mail enviado à agência Associated Press, Monge disse que a missão do Conselho de Direitos Humanos só poderá falar com os soldados israelitas envolvidos no ocorrido se tiver autorização do governo de Israel.
A missão israelita na ONU não comenta a investigação, mas desde que este grupo foi criado, em junho, fontes oficiais israelitas mostraram pouca vontade de cooperar.
Israel considera o Conselho de Direitos Humanos da ONU uma instituição anti-israelita devido às resoluções críticas em relação a Telavive adotadas por este órgão.
Israel tem trabalhado com um outro grupo da ONU, liderado pelo ex-primeiro-ministro da Nova Zelândia Geoffrey Palmer e pelo ex-presidente da Colômbia Alvaro Uribe, que também investiga o ocorrido, disse Yigal Palmor, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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