Alemanha: défice orçamental atingiu 3,5% do PIB no 1.º semestre, o dobro de 2009

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 24 de Agosto de 2010   
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O défice orçamental alemão atingiu no primeiro semestre 3,5 por cento do Produto Interno Bruto, o dobro do registado em 2009, devido à diminuição das receitas fiscais e ao aumento da despesa pública, divulgaram hoje as autoridades alemãs.

De acordo com o Instituto Federal de Estatísticas, o défice financeiro da Alemanha foi de 42,8 mil milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, na sequência da crise financeira que levou à diminuição das receitas fiscais e ao aumento das despesas.

O mesmo organismo confirmou ainda a primeira estimativa do crscimento do PIB alemão no primeiro semestre de 2010, de 2,2 por cento, o valor mais alto desde a reunificação do país, em 1990.

O défice alemão do primeiro semestre foi mais do dobro do registado no primeiro semestre de 2009, quando ascendeu a 18,7 mil milhões de euros.

“As consequências da crise económica e financeira e as medidas do Governo de apoio à situação económica e aos mercados financeiros afeta agora o Orçamento do Estado, os estados e municípios, com um atraso temporário", lê-se no relatório hoje conhecido.

O PIB da Alemanha ultrapassou no primeiro semestre de 2010 mais de 1,2 mil milhões de euros.

Caso a Alemanha continue neste ritmo até final do ano, o país voltará a cumprir os critérios de Maastricht, que estabelecem um défice máximo de 3 por cento do PIB.

O défice orçamental alemão foi em 2009 de 3,1 por cento, ligeiramente acima dos critérios definidos, recordou hoje o Instituto Federal de Estatísticas.

Ainda assim, a instituição afirma que as receitas registaram no primeiro semestre de 2010 uma queda de 1,5 por cento, num valor similar ao do primeiro semestre do ano passado (1,4 por cento), enquanto que as despesas aumentaram 3,0 por cento face aos 3,6 por cento de período homólogo de 2009.

Por outro lado, o Instituto Federal de Estatísticas reiterou que a economia alemã tem registado um forte crescimento, um ritmo que há dez dias o mesmo organismo descreveu como “vertiginoso".

Os autores do relatório corrigiram ainda em alta o crescimento do PIB alemão no primeiro trimestre para 0,5 por cento, face aos 0,2 da anterior estimativa.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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