Um gestor de vendas da Apple está em prisão preventiva sob ordens do Tribunal Federal da Califórnia por acusações de branqueamento de capitais, corrupção e fraude. Paul Shin Devine terá dado informações confidenciais, sobre o iPod e o iPhone, a fornecedores asiáticos, em troca de 1 milhão de dólares (cerca de 784 mil euros).
A Kaedar Electronics (chinesa), a Cresyn (da Coreia do Sul) e a Jin li (de Singapura) são as empresas envolvidas. Devine contactava com estes fornecedores, por e-mail, e dava-lhes “dicas” para facilitar as negociações com a empresa de Steve Jobs. Como compensação, Devine recebia avultadas quantias de dinheiro que eram transferidas para contas bancárias, nacionais ou internacionais ou, ainda, para uma empresa fachada, de modo a encobrir as ilegalidades.
A Apple, suspeitando que o funcionário estaria a infringir a política da empresa, iniciou uma investigação. Com a ajuda de um programa que supervisiona a circulação de e-mails, descobriu as ligações fraudulentas com o exterior.
O despedimento do Devine ocorre pouco depois de Mark Papermaster, responsável pelo hardware do iPhone e iPod, ter saído da empresa no âmbito da polémica de problemas com a antena do iPhone4, o novo gadget da Apple.




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