O general Alberto Müller Rojas, de 75 anos, um dos ícones da revolução bolivariana e homem de confiança do presidente Hugo Chávez, morreu sexta feira (manhã de hoje em Lisboa), vítima de doença prolongada.
A morte de Müller Rojas foi confirmada por familiares e diretivos do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) e inclusive do próprio presidente Hugo Chávez através do Twitter.
Müller Rojas foi ideólogo do PSUV, mas também um dos mais críticos do “processo revolucionário”
“Caramba, que notícias nestes dias. Morreu agora o meu general Muller, pois que toquem a Diana (toque militar), Carabobo, mil buzinões e que se dupliquem em mil tambores”, escreveu Hugo Chávez no Twitter.
Nascido no Estado venezuelano de Táchira (800 quilómetros a sudoeste de Caracas) a 9 de agosto de 1935, foi vice-presidente do PSUV e, em 1998, fez parte do comando de campanha do então candidato e agora Presidente da República venezuelana, Hugo Chávez.
Em março último anunciou que deixaria a política por questões de saúde e por estar cansado de “ver mais do mesmo”, considerando que a revolução bolivariana passa por um “péssimo” momento.
Aos 15 anos de idade entrou na Academia Militar e oito anos mais tarde, fez parte de um grupo de conspiradores contra o ditador Marcos Pérez Jiménez.
Em 1978 ascendeu a general do Exército e foi designado subsecretário do Conselho Permanente de Segurança e Defesa, sendo ainda professor da Universidade Central da Venezuela e da Universidade Simón Bolívar.
Em 1997, um ano antes da campanha presidencial de Hugo Chávez, aliou-se ao novo partido Pátria Para Todos.
Com a chegada de Hugo Chávez ao poder passou a integrar o Estado-Maior Presidencial, sendo depois designado embaixador da Venezuela no Chile.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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