Aviação

Sindicato vai aconselhar tripulantes de cabine a rejeitarem protocolo negociado com a TAP

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 13 de Agosto de 2010   
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A direção do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) vai aconselhar os associados a votarem contra o protocolo negociado com a TAP sobre o serviço de bordo, que será discutido segunda feira, disse fonte sindical.

Os associados do SNPVAC reúne-se na segunda feira, às 15:00, numa assembleia geral de emergência que tem um único ponto na ordem de trabalhos: análise e ratificação do protocolo negociado entre a TAP e sindicato.

Em causa está o facto de alguns voos da TAP terem sido realizados sem serviço aos passageiros.

Em declarações à Lusa, a presidente do SNPVAC, Cristina Vigon, disse que durante a assembleia geral será apresentada aos associados uma moção que aconselha os tripulantes de cabine a rejeitarem o protocolo.

“Vamos aconselhar os tripulantes a votarem contra e vamos levar uma moção nesse sentido à assembleia geral”, afirmou.

A presidente do SNPVAC justificou esta tomada de posição com o facto de o “protocolo ter mais de mal do que de bom”, afirmando que “a única vantagem era limitar no tempo em que o serviço seria assegurado”.

Cristina Vigon lembrou que a TAP “decidiu unilateralmente pagar aos tripulantes que fizessem serviço com tripulação mínima de segurança, o que não está previsto no Acordo de Empresa”.

Segundo o protocolo, a que a Lusa teve acesso, na operação de longo ou médio curso realizada nos aviões A 319, A 320, A 321, A330 e A340, quando faltar um elemento da tripulação que não possa ser substituído "dentro de limites razoáveis, para salvaguardar a regularidade e a pontualidade da operação, será assegurado o serviço de voo com menos um elemento”, desde que haja acordo de todos os tripulantes e sejam cumpridos os limites de segurança.

“Nos casos em que a falta de um elemento da tripulação de cabine (…) configure uma tripulação mínima de segurança, é permitida a execução de serviço a bordo, desde que haja acordo de todos os Tripulantes de Cabine, prevalecendo sempre a segurança a bordo”, lê-se no protocolo.

Nestes casos, “desde que o serviço a bordo seja efectuado, a contagem do tempo de voo e do tempo de trabalho será majorada em mais 100 por cento”, refere o documento.

Nos aviões A 330 e A 340, com tripulação mínima de segurança, não há serviço a bordo.

Caso seja aprovado, o protocolo entrará em vigor 24:00 depois do fim da assembleia geral até ao fim do período Verão IATA de 2010 (último sábado de outubro).

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***



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