A Polícia Judiciária (PJ) reforçou as equipas de investigação aos incendiários com mais de 60 elementos de outros departamentos, disse hoje à agência Lusa fonte da direção nacional.
Inspetores que habitualmente investigam assaltos violentos, homicídios, tráfico de droga ou crimes económicos foram desviados para auxiliar a investigação aos suspeitos de fogo posto.
Depois do reforço das equipas de prevenção de incêndios, em junho, e dada a quantidade de fogos que deflagraram nos últimos dias, nomeadamente no norte e centro do país, a PJ sentiu necessidade de aumentar ainda mais as equipas que estão no terreno.
"Todos os departamentos receberam instruções para formarem equipas de combate aos incendiários", disse à Lusa o diretor nacional, Almeida Rodrigues, lembrando que dos 12 detidos por fogo posto em floresta "quase metade é reincidente".
Por agora, o reforço de pessoal no combate aos criminosos ronda os 60 elementos, mas o número pode sofrer alterações consoante uma "monitorização diária das necessidades" que está a ser feita, adiantou.
Juntamente com o reforço de pessoal, foi também decidido contactar todos os incendiários referenciados pela PJ e que já cumpriram pena de prisão por fogo posto, até porque, a reincidência é algo que preocupa a polícia.
"O gabinete de psicologia da PJ traçou o perfil do incendiário e é com base nisso que estamos a trabalhar", adiantou Almeida Rodrigues, lembrando que quem ateia incêndios florestais é "muitas vezes impulsionado pelo espetáculo".
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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