Rússia ainda enfrenta 600 incêndios
Publicado em 06 de Agosto de 2010
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A Rússia continua na luta contra os fogos que estão a devastar o território, deixando para trás uma nuvem de fumo que só ontem mostrou sinais de estar a desaparecer, quando há ainda ainda 600 fogos por extinguir. As zonas mais afectadas são as de Riazan e Nijni-Novgorod. Mais de 3500 pessoas estão desalojadas e subiu para 50 o número de mortes. Sete regiões mantêm o estado de emergência.
Na região de Nijni-Novgorod cerca de 1700 crianças foram retiradas de acampamentos de férias devido às chamas, que também ameaçam uma central de investigação nuclear, onde foi mesmo retirado algum material das instalações. O presidente russo, Dmitri Medvedev, repreendeu e chegou a destituir membros de uma série de autoridades russas como a Força Armada ou a Marinha, pela falta de preparação ou pela má prestação no combate aos fogos. O chefe do Serviço de Epidemiologia declarou que se deve atrasar o arranque do ano escolar se a situação se mantiver.
A situação lançou o debate na Rússia. O jornal "Gazeta" referia ontem que o cerne do problema está na reestruturação de uma lei em 2007, que acabou com os guardas-florestais, deixando de existir um serviço responsável pela vigilância e pela manutenção destas zonas.
Os bombeiros, voluntários e militares russos continuam a ser mobilizados para combater os incêndios. A Rússia já está a receber ajuda internacional: Itália enviou dois aviões Canadair e um P-180, além de meios terrestres. Ucrânia, Bielorrússia, Arménia e Azerbaijão estão também a enviar ajuda para combate a incêndios.
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