Um membro do Partido Democrático de Hong Kong tentou, sem sucesso, entrar em Macau no sábado, tendo decidido regressar à ex-colónia britânica depois de as autoridades terem demorado mais de três horas a verificar a sua identidade.
De acordo com o jornal South China Morning Post, Leung Li, 28 anos, ficou retido no terminal marítimo de Macau durante cerca de quatro horas após a sua chegada ao território com um amigo, a quem ia dar a conhecer a região administrada pelos portugueses durante mais de quatro séculos.
Leung alega que ficou numa sala de espera durante cerca de quatro horas, tendo pedido por várias vezes uma explicação aos agentes policiais, que apenas lhe diziam para esperar até o seu pedido para regressar a Hong Kong ter sido aceite.
Ao jornal Hoje Macau, o pró-democrata refere grandes dificuldades das autoridades para processar o seu bilhete de identidade devido ao facto de o seu registo ter sido aparentemente “bloqueado” pelo computador, sem explicação.
Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) explicou ao mesmo jornal ter estado a verificar a identidade daquele residente de Hong Kong durante mais de três horas, mas ao South China Morning Post a mesma polícia disse não dispor de informações sobre o caso, negando, porém, a possibilidade de o caso estar relacionado com a afiliação partidária do residente em Hong Kong.
A entrada de Leung Li não foi oficialmente recusada pelas autoridades de Macau, que não entregaram ao visado qualquer documento que justificasse essa situação, ao contrário do verificado com outros pró-democratas aos quais foi negada a entrada na Região Administrativa Especial da China.
“Não estou ativo na política nem em movimentos sociais. Se isto me aconteceu poderá acontecer a qualquer pessoa de Hong Kong”, defendeu o pró-democrata.
Pelo menos, outros três membros do Partido Democrático de Hong Kong viram a sua entrada em Macau negada pelas autoridades nos últimos meses por razões de “segurança interna” da região, alegaram as autoridades.
A vice presidente do Partido Democrático de Hong Kong, Emily Lau, reagiu ao caso questionando: “Como é possível que o Governo de Macau impeça a entrada de um turista que vai gastar dinheiro à região?”
O partido anunciou que vai escrever ao chefe do Executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, a exigir explicações.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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