O Conselho de Segurança das Nações Unidas expressou-se hoje “profundamente inquieto” com os confrontos mortais entre militares israelitas e libaneses e reforçou o apelo à contenção lançado pelo secretário geral, Ban Ki-moon.
À saída de uma reunião do Conselho, o embaixador da Federação Russa na ONU, Vitaly Tchourkine, que exerce a presidência em agosto, leu um comunicado, em nome do Conselho, indicando que os 15 membros estavam “profundamente inquietos” e apelavam às partes que fizessem prova “da maior retenção, … observar um cessar-fogo e evitar a escalada”.
Os membros do Conselho esperam entretanto, “com impaciência”, as conclusões de um inquérito da Força das Nações Unidas no Líbano (Finul), “com o objetivo de evitar este tipo de incidentes do futuro”, acrescentou Tchourkine.
A pedido do Líbano, que integra o Conselho, o responsável das operações de manutenção de paz da ONU, Alain Le Roy, informou o Conselho das últimas evoluções na fronteira israelo-libanesa.
Tchourkine, porém, não revelou o conteúdo das informações prestadas.
A reunião do Conselho foi solicitada pelo Líbano.
Os confrontos, que se traduziram em trocas de tiros, causaram a morte de dois soldados e de um jornalista libanês e de um oficial israelita, segundos fontes dos dois países.
Estes são os incidentes mais sangrentos na fronteira entre Israel e o Líbano, ainda tecnicamente em guerra, desde o conflito de 2006 entre o Estado hebreu e o grupo xiita libanês Hezbollah.
O porta-voz de Ban Ki-moon, Martin Nesirky, indicou que o secretário geral, que se encontra a visitar o Japão, estava “preocupado” pelos confrontos e apelava “ao máximo de retenção”.
A Finul está em contacto com as duas partes para tentar acabar com os combates e incitá-las à retenção, acrescentou o porta-voz.
“No momento, os soldados da paz da Finul tentam saber mais sobre as circunstâncias do acontecimento”, disse.
O Líbano e Israel atribuíram-se mutuamente a responsabilidade pelos confrontos.
O exército libanês reconheceu ter aberto fogo, explicando, em comunicado, que uma patrulha israelita tinha atravessado a fronteira.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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