Moda
"Projecto Moda". Tudo o que elas precisam para brilhar
por Diana Garrido, Publicado em 03 de Agosto de 2010
O que uma mulher deve ter no armário (básicos) e o que vai querer ter (tendências), segundo Paulo Gomes, o especialista do novo programa da RTP
Há peças básicas que todas as mulheres devem ter. Com a ajuda de Paulo Gomes, produtor de moda e o homem que ajuda os designers do programa "Projecto Moda" (a versão portuguesa do "Project Runway", que está a passar na RTP), o i foi aprender como se compõe um armário. De caminho, ficamos a conhecer as tendências da próxima estação Outono/Inverno. E não se assuste com os preços das peças que escolhemos: "A ideia é as pessoas perceberem o que devem comprar e depois adaptarem às lojas que quiserem", explica Paulo Gomes.
Os anos 50 vão voltar, já que "a moda tem de se identificar com os consumidores e nesta altura de crise são as pessoas mais velhas que têm maior poder de compra: os anos 50 são sinónimo de elegância", explica o produtor. Assim, temos saias rodadas abaixo do joelho "que só podem ser usadas por mulheres mais altas", sapatos de salto bobine, ou salto sensato, relativamente baixo e muito fino e capas de lã. "O poliéster está ultrapassado", avisa Paulo Gomes.
Os padrões animais vão continuar em alta. "É um regresso à natureza, uma aproximação à ecologia, com muitas imitações de peles e materiais mais rústicos, como a lã." As rendas também vão estar em destaque na próxima estação, quer aplicadas por cima de tecidos, quer como pequenos apontamentos em camisas. Quanto aos básicos, é muito simples: camisa branca, vestido preto, jeans, sapatos de salto alto pretos, um bom casaco, uma gabardine e uma boa mala preta.
"Projecto Moda"
Estreou no dia 25 de Julho e foi gravado em cinco semanas. Sete câmaras, quatro membros do júri - três fixos e um convidado -, uma apresentadora, um coordenador de tarefas e dez concorrentes. E uma enorme equipa de produção por trás, a controlar tudo. Paulo Gomes, que rejeita comparações a Tim Gunn (o mentor dos concorrentes no programa americano), trata os designers por "miúdos" e confessa que com o passar das semanas, "custa vê-los sair". Paulo, que é formado em Psicologia, deu por si a estudar a dinâmica do grupo. "É quase como um retrato do país: os concorrentes que estão sentados lado a lado são os que se dão pior. E nenhum confronta o outro directamente, criticam nas costas." E avisa: "Vai haver drama."
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