A Oi vai manter em suspenso o processo de reorganização societária com a entrada da Portugal Telecom (PT) na empresa brasileira, afirmou o diretor de Finanças e Relações com Investidores do grupo brasileiro.
Atualmente a operadora brasileira detém sete classes de ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de diferentes empresas abertas controladas pela holding Telemar Participações.
A PT irá adquirir uma participação de 22,4 por cento na Oi, após vender a fatia que detinha na Vivo por 7,5 mil milhões de euros à Telefônica, segundo acordo anunciado esta semana.
Em junho deste ano, os acionistas minoritários da Brasil Telecom, operadora adquirida pela Oi em 2009, chumbaram a proposta de simplificação societária.
"Quando não foi aprovada a reorganização societária, dissemos que ela estava suspensa por tempo indeterminado. A entrada da PT não muda isso. Continua suspensa", afirmou Zornig, na apresentação de resultados do segundo trimestre de 2010.
Instado a comentar detalhes da negociação com o grupo português, o diretor salientou que falaria apenas dos resultados porque “já foi dito tudo” sobre a operação com a PT.
“PT não, Portugal Telecom para não confundir”, disse o diretor, num momento de descontração, referindo-se à coincidência entre as iniciais do grupo português e do Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Lula da Silva.
No primeiro semestre deste ano, a Oi registou um lucro recorde de 940 milhões de reais (436 milhões de euros), revertendo resultado negativo em igual período de 2009.
Contribuíram para o resultado o ganho de sinergias obtido com a aquisição da Brasil Telecom e a diminuição das despesas operacionais.
“Conseguimos uma sinergia maior do que imaginávamos [com a Brasil Telecom]”, disse o diretor ao salientar uma “otimização da rede” das duas operadoras.
A aquisição da Brasil Telecom fez a Oi praticamente duplicar de tamanho e alargar a sua atuação para todo o território brasileiro.
No segundo trimestre deste ano, o lucro da Oi foi de 444 milhões de reais (193 milhões de euros), resultado que se compara ao prejuízo de 146 milhões de reais (63,5 milhões de euros), no período homólogo de 2009.
“A forte geração de caixa [no primeiro semestre] é um reflexo dos objetivos para 2010 de gerar o maior volume de caixa para diminuir o endividamento”, disse.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***




Rating: 0.0
Actividade em ionline