O secretário regional dos Recursos Humanos, Brazão de Castro, disse hoje que a taxa de desemprego na Madeira tem vindo a descer desde o segundo trimestre de 2009, situando-se atualmente em 6,3 por cento.
Ao intervir na Assembleia Legislativa no debate sobre a situação do desemprego na Região Autónoma da Madeira requerido pelo PS-M e com base nos indicadores do Instituto Nacional de Estatística (INE), Brazão de Castro referiu que a Região “tem conseguido manter o desemprego em níveis mais favoráveis quando os comparamos com a realidade nacional e europeia”.
“Verificamos que o valor calculado para a Madeira tem vindo a diminuir, desde o segundo trimestre de 2009 que na altura era de 8,1 por cento, passando depois para 7,9 por cento e 7,5 por cento nos trimestres seguintes e, finalmente, para 6,3 por cento no primeiro trimestre deste ano”, declarou.
Brazão de Castro salientou, por outro lado, que no primeiro trimestre de 2010, “a taxa de desemprego nacional atingia já os 10,6 por cento”.
O governante madeirense salientou que as medidas ativas de emprego lançadas pelo Governo Regional têm vindo a contribuir para a diminuição da taxa de desemprego na Região, enumerando várias medidas como o Programa de Incentivos à Contratação, o Programa de Apoio aos Desempregados Empreendedores, Acções de Formação em Gestão, Estágios Profissionais, Prémio de Auto-Colocação, Formação/Emprego e Formação para Desempregados, entre outras.
O deputado do PS-M, Carlos Pereira, partido que requereu o debate, considerou que “o drama do desemprego tem a sua origem na debilidade da economia da Madeira” e que “o desemprego é consequência das dificuldades da competitividade das empresas, da fragilidade do tecido económico e da dependência excessiva a um setor da economia, neste caso o turismo”.
“O ciclo das infraestruturas públicas e do dinheiro fácil está efetivamente no fim e, infelizmente, não há qualquer substituto a este modelo pelo que o resultado é mais desemprego ou, então, mais injeção financeira, venha lá de onde vier, matéria cada vez mais difícil”, referiu o deputado do PS-M.
“Estamos entalados num beco muito estreito porque o PSD conduziu os destinos da Madeira para uma situação insustentável. A viabilidade da Madeira está hoje totalmente posta em causa, ou implementamos uma nova geração de políticas para promover um novo modelo de desenvolvimento económico ou o caminho do aumento do desemprego continuará o seu percurso”, concluiu.
Carlos Pereira salientou na nota justificativa do debate sobre o desemprego que a “em 2004 a Madeira registava 5.209 desempregados e em final de 2010 já atingia 14.432 indivíduos, triplicando em cinco anos o valor de desemprego e batendo todos os recordes de desemprego no pós 25 de abril”.
*** Este artigo foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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