Cada vez mais talibãs se escondem entre os civis no leste do Afeganistão cobrindo o rosto com uma burqa para não serem localizados, indicou quarta feira o general norte-americano que lidera as tropas nesta região.
A tática, que consiste em vestir-se de mulher para enganar os soldados norte-americanos ou da NATO, não é nova no Sul do país, onde um ataque suicida utilizando este disfarce foi perpetrado em março, sublinhou o general de divisão John Campbell, responsável por uma zona que cobre Cabul e 14 províncias.
Mas estes métodos ainda eram desconhecidos no leste.
“Uma das táticas que tem evoluído ao longo dos anos é a de ver agora homens vestidos com burqa nas aldeias, um fenómeno que não constatávamos anteriormente”, declarou Campbell, aos jornalistas do Pentágono por ligação satélite.
Durante as suas operações, os soldados norte-americanos e da NATO não prestam habitualmente atenção às mulheres.
Mas este novo método, bem como o recurso a uma mulher para cometer um atentado suicida a 22 de junho na província de Kunar, pode levar à mudança de rotinas.
Dos cerca de 450 atentados suicidas cometidos no Afeganistão nos últimos nove anos, esse foi o primeiro perpetrado por uma mulher, sublinhou John Campbell.
O general referiu igualmente que o número de ataques na região “aumentou 12%” na primeira metade do ano.
“Sabemos que vamos ter um verão difícil. Os rebeldes não vão deixar-nos conduzir as forças suplementares sem procurar demonstrar” a sua própria força, disse.
Quase 140.000 soldados norte-americanos e de outros países da NATO estão atualmente destacados no país, e outros 10.000 devem chegar nas próximas semanas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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