O presidente executivo da BP, Tony Hayward, que deixará o cargo em outubro para integrar as operações na Federação Russa, vai receber um ano de salários e benefícios avaliados em mais de um milhão de euros, revela a BBC na sua página eletrónica.
Hayward, 53 anos, vai ainda receber uma pensão anual de mais de 700 mil euros quando abandonar o cargo, já que o esquema de atribuição de pensões pela BP prevê que todos os que tenham integrado a empresa antes de abril de 2006 têm direito a receber a sua pensão em qualquer altura a partir dos 50 anos.
De acordo com a BBC, Tony Hayward manterá o direito às ações de longo prazo da petrolífera, que, consoante o mercado, poderão valer milhares de milhões de libras.
O gestor deverá passar a integrar as operações da BP na Rússia a partir de outubro, segundo revelou à Associated Press uma fonte próxima do dossiê, na condição de anonimato, uma vez que ainda não há comunicado oficial da administração da petrolífera, que está reunida em Londres para decidir o destino de Hayward.
Ainda não está claro qual seria a função de Hayward na ‘joint-venture’ que a BP tem com a russa TNK, da qual a empresa britânica possui metade do capital.
A empresa conjunta BP-TNK, a terceira maior russa, era gerida pelo norte-americano Bob Dudley, apontado agora como o provável sucessor de Hayward na presidência executiva da BP.
Segundo a BBC, o executivo norte-americano Robert Dudley, nomeado em junho para gerir a situação no Golfo do México, vai mesmo preencher o lugar vazio de Hayward para ajudar a pretrolífera a recuperar da má imagem deixada pelo derrame de crude no Golfo do México, que provocou a maior catástrofe ecológica da história dos Estados Unidos.
Depois de Hayward cometer uma série de ‘gaffes’ e atitudes consideradas infelizes, como dizer aos jornalistas que queria a sua vida de regresso, depois de o acidente no Golfo do México ter provocado mortos e de os residentes sofrerem as consequências do derrame de crude, Dudley assumiu a liderança das operações de limpeza.
A BP anuncia hoje os seus resultados trimestrais, que poderão revelar as maiores perdas trimestrais de uma empresa do Reino Unido, que deverão ascender a cerca de 23 mil milhões de euros.
A empresa deverá também hoje discutir os termos do pacote de indemnização de Hayward, cujo desempenho na crise tem sido largamente criticado.
Hayward iniciou a sua carreira na BP há 28 anos como geólogo e substituiu Browne na presidência da petrolífera em 2007.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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