A Turquia aplicará as sanções contra o Irão aprovadas pela ONU mas não as que sejam decididas por outros países, afirmou hoje o ministro do Comércio turco, Mehmet Simsek, ao Financial Times.
“Vamos aplicar plenamente as resoluções da ONU, mas no que diz respeito a pedidos de sanções adicionais provenientes de países em particular não temos de o fazer”, disse o ministro.
“A facilitação do comércio que não foi proibida pela ONU deve e vai continuar”, acrescentou, referindo-se à votação de 09 de junho do Conselho de Segurança da ONU de um quarto pacote de sanções contra o Irão pela sua recusa em suspender as atividades nucleares consideradas sensíveis.
Estas declarações foram feitas no mesmo dia em que a União Europeia adotou formalmente um reforço das sanções impostas ao Irão, visando designadamente o setor energético.
Membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, a Turquia votou contra o reforço das sanções, afirmando privilegiar a via diplomática.
O voto contra, no qual foi acompanhada pelo Brasil, seguiu-se ao acordo alcançado por estes dois países com o Irão para a troca de urânio por combustível nuclear em território turco, iniciativa que foi ignorada pelas potências que negoceiam o processo nuclear com o Irão.
A Turquia mantém boas relações com o vizinho Irão, do qual importa entre 15 e 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia através de um gasoduto que liga a cidade iraniana de Tabriz (noroeste) a Ancara.
As trocas comerciais entre a Turquia e o Irão elevaram-se em 2009 a 5,4 mil milhões de dólares (cerca de 4,2 mil milhões de euros), segundo estatísticas oficiais turcas.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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