O administrador do fundo de compensações da BP, criado para indemnizar as vítimas do derrame petrolífero no Golfo do México, afirmou hoje que a multinacional petrolífera está a atrasar os pagamentos às populações afetadas.
“Sim, a BP está a demorar. Preocupa-me que a BP esteja a atrasar a resposta às reclamações”, disse Kenneth Feinberg, administrador independente que gere o fundo de 20 mil milhões de dólares (15,5 mil milhões de euros).
“Duvido que estejam a atrasar devido a questões de dinheiro. Não é isso. Penso é que eles não sabem não como responder às questões” das vítimas, acrescentou Feinberg, que falava à imprensa no final de uma reunião com pescadores e empresários do sector da pesca, no estado norte americano do Alabama.
Pescadores e empresários deram conta a Kenneth Feinberg da frustração com o que dizem ser um processo lento e complexo na aprovação dos pedidos de indemnização.
“Depois de hoje as coisas vão mudar. Hoje dei-me conta da profundidade da frustração das pessoas”, disse Feinberg, durante o encontro.
Milhares de empresários do sector da pesca nos estados costeiros do Golfo do México – incluindo o Alabama – enfrentam agora uma paralisação nos negócios, desde que, em abril, começou o derrame de crude, na sequência da explosão e posterior afundamento, de uma plataforma petrolífera da BP.
A BP criou o fundo em junho, após pressões do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***




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