O presidente executivo da BP, Tony Hayward, deverá abandonar o cargo esta semana, possivelmente antes do anúncio dos resultados semestrais do grupo, na terça feira, noticiou hoje o jornal britânico Sunday Telegraph.
De acordo com o diário, Hayward, 53 anos, "está determinado" a demitir-se antes do anúncio dos resultados semestrais do grupo.
Na quarta feira, o jornal The Times também anunciava a demissão do gestor no prazo de 10 semanas para ajudar a pretrolífera a recuperar da má imagem deixada pelo derrame no Golfo do México, que provocou a maior catástrofe ecológica da história dos Estados Unidos.
O diário, citando fontes próximas da BP, anunciou que Hayward deverá demitir-se antes de 01 de outubro, desde que até essa data o poço de Macondo, que tem estado a libertar crude para o mar, seja selado de forma permanente.
As fontes do The Times afirmaram que há expetativas cada vez maiores de que Hayward anuncie a saída em finais de agosto ou início de setembro.
O executivo norte-americano Robert Dudley, nomeado em junho para gerir a situação no Golfo do México, é considerado o mais forte candidato a preencher o lugar vazio de Hayward, acrescentou o The Times.
O desastre no Golfo do México começou a 20 de abril, com a explosão de uma plataforma a cerca de 80 quilómetros da costa do Estado da Louisiana, matando 11 trabalhadores.
O administrador do fundo de compensações da BP - criado em junho para indemnizar as vítimas do derrame petrolífero no Golfo do México após pressões do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - afirmou este sábado que a multinacional petrolífera está a atrasar os pagamentos às populações afetadas.
Milhares de empresários do sector da pesca nos estados costeiros do Golfo do México – incluindo o Alabama – enfrentam agora uma paralisação nos negócios, desde que, em abril, começou o derrame de crude.
A maré negra poderá fazer com que os cinco Estados norte-americanos costeiros do Golfo - Alabama, Florida, Louisiana, Mississipi e Texas - possam perder 22,7 mil milhões de dólares em receitas turísticas nos próximos três anos, indicou um estudo publicado quinta feira que foi realizado pelo gabinete da consultora Oxford Economics, encomendado pela Associação norte-americana do turismo (US Travel Association).
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***




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