Índia: alunos do ensino superior vão ter computador por 14 euros a partir de 2011

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 23 de Julho de 2010   
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Os estudantes do ensino superior na Índia vão poder ter, a partir do próximo ano, um computador tablete (híbrido entre um portátil e um PDA), com acesso à Internet, por um custo correspondente a 14 euros.

O preço total do aparelho ronda as 1500 rupias indianas, ou seja, 28 euros, mas "o Governo está disposto a subsidiar metade, pelo que o preço final será de 750 rupias [14 euros]", segundo o porta-voz do Ministério do Desenvolvimento dos Recursos Humanos indiano, Mamta Varma.

Misto de portátil e PDA (computador de mão), o tablete tem um ecrã e um teclado tácteis, ligação sem fios à Internet, uma porta USB e uma bateria, sendo ideal para as zonas da Índia onde existe ligação elétrica mas não telefónica.

Embora não tenha um disco rígido, o aparelho opera com o sistema Linux, tem o Open Office, um browser, um leitor de PDF, um programa para ler ficheiros multimédia e dispositivos para videoconferência.

"Convidamos as empresas privadas a juntarem-se a esta iniciativa. Já recebemos muitas demonstrações de interesse [para a produção do aparelho]", assegurou Mamta Varma, que o comparou ao Ipad, da norte-americana Apple.

O computador tablete foi desenvolvido em parceria por vários grupos de peritos dos institutos de tecnologia de Bangalore, Kanpur, Kharagpur, Madrás e Bombaim, entre outros, e do Instituto Indiano de Ciências.

"Ao adaptar o aparelho às necessidades dos estudantes indianos e ao utilizar os processadores adequados, foi possível reduzir substancialmente o preço", afirmou a tutela, em comunicado.

Inicialmente, os peritos informáticos desenvolveram um tablete que custava o equivalente a 78 euros, mas depois conseguiram torná-lo mais económica.

O Ministério do Desenvolvimento dos Recursos Humanos acredita que, se as empresas privadas participassem na produção, o preço poderia descer até abaixo dos oito euros.

"Isto é real e tangível e vamos em frente", assegurou o ministro do Desenvolvimento dos Recursos Humanos, Kapil Sibal, durante a cerimónia de apresentação.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



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