Alegre diz que troca de cedência entre Constituição e Orçamernto seria degradação da democracia

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 23 de Julho de 2010   
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O candidato presidencial Manuel Alegre afirmou hoje que nem lhe passa pela cabeça a hipótese de haver um acordo após uma troca de cedências no Orçamento do Estado e na revisão constitucional, porque isso seria a degradação da democracia.

“Não me passa isso pela cabeça, porque isso seria uma degradação da democracia. Não me passa isso pela cabeça da parte de ninguém, nem de nenhum partido”, declarou Manuel Alegre aos jornalistas a meio de uma visita ao Jardim de Infância da Associação Unidos de Cabo Verde, no Casal da Mira, concelho da Amadora.

Depois de frisar que não acredita num cenário de acordo político, depois de uma troca de cedências nas negociações do Orçamento do Estado e da revisão constitucional, Manuel Alegre separou águas em relação a estes dois processos.

“A Constituição é a Lei Fundamental do país. O Orçamento é importante, mas não é a Lei Fundamental do país”, sustentou.

Manuel Alegre, no entanto, voltou a fazer críticas diretas ao anteprojeto de revisão constitucional apresentado esta semana pelo PSD.

Para o candidato presidencial, o anteprojeto de revisão constitucional do PSD fez andar a Lei Fundamental “35 anos para trás, dando de novo ao Presidente da República a possibilidade de demitir governos”.

“Ora isso é um fator de instabilidade e quase que torna inviável a possibilidade de governos minoritários”, sustentou o candidato a Belém apoiado pelo PS e Bloco de Esquerda.


 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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