A adesão da Islândia à União Europeia e o reforço das sanções ao Irão serão os dois assuntos em destaque na reunião de segunda-feira, em Bruxelas, dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.
Naquele que é o último conselho ministerial da UE antes das férias de verão, os chefes de diplomacia deverão dar “luz verde” à abertura das negociações com vista à adesão da Islândia ao bloco europeu, que serão formalmente lançadas no dia seguinte pela atual presidência belga.
A Islândia, que apresentou o pedido de adesão à UE há um ano, a 17 de julho de 2009, está já numa fase muito avançada de cumprimento dos requisitos da maioria dos capítulos de negociação, dado ser membro do Espaço Económico Europeu (EEE) e fazer já parte do espaço Schengen de livre circulação de pessoas.
Aplicando já cerca de três quartos das leis comunitárias, a Islândia deverá passar assim à frente de vários outros países candidatos, ou candidatos a candidatos, designadamente dos Balcãs e Turquia, cujos processos se encontram muito mais atrasados, e poderá tornar-se, já no horizonte de 2012, o 29.º Estado-membro da UE, logo a seguir à Croácia, que deverá aderir em 2011 ou início de 2012.
Os maiores obstáculos ao sucesso das negociações com Reiquejavique, que comportam 35 capítulos, deverão residir nos domínios da agricultura e pescas – muito por culpa da caça à baleia que continua a ser praticada na Islândia -, havendo também um conflito que opõe o país a dois Estados-membros da UE, Reino Unido e Holanda, devido à falência do banco Icesave, mas que deverá ser resolvido bilateralmente.
O outro “prato forte” da reunião de segunda-feira será o reforço das sanções ao Irão, devido ao controverso programa nuclear.
Fontes diplomáticas indicaram que os embaixadores dos 27 em Bruxelas negociaram ao longo da semana o teor das sanções, tendo alcançado um princípio de acordo “sobre o essencial”, restando ultimar detalhes técnicos e formulações.
Para entrarem juridicamente em vigor, as novas medidas restritivas, que visam sobretudo o sector da indústria do gás e do petróleo, estratégica para Teerão, têm de ser aprovadas formalmente pelos ministros dos Negócios Estrangeiros na reunião de segunda-feira.
Portugal estará representado na reunião pelo secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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