Scut: comissão recolhe assinaturas contra portagens na A23, A24 e A25

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 22 de Julho de 2010   
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A Comissão de Utentes Contra as Portagens nas autoestradas A25, A23 e A24 recolheu hoje, em Lamego, cerca de um milhar de assinaturas para um abaixo assinado contra a introdução de portagens naquelas vias, informou o seu porta-voz.

Segundo Francisco Almeida, a banca de recolha de assinaturas esteve “permanentemente rodeada de gente”.

“Levamos daqui seguramente à volta de mil assinaturas, o que atesta o descontentamento que se vive nesta zona, que será muito afetada” com a introdução de portagens na A24, acrescentou.

O porta-voz da Comissão sublinhou que “as pessoas têm noção de que para irem para a Régua, sem ser pela A24, é preciso passar pela Nacional 2, pela Ponte Velha, em que se um autocarro se cruzar com um motociclo, passa com as rodas no passeio”.

“Isto é alternativa?”, questionou, apontando “o exemplo de Castro Daire, em que a Nacional 2 é a estrada principal da vila”, ou mesmo o caso de Lamego, em que "terão de passar em pleno centro os camiões que queiram fugir às portagens”.

Francisco Almeida considerou ainda que os valores a pagar pelas portagens serão “incomportáveis”.

“Para se ir de Lamego a Vila Real e regressar o valor a pagar é de 7,20 euros, enquanto que ir de Lamego à Régua e regressar fica por 2,80”, disse.

No entanto, “o valor dobra se um agricultor de Lamego, produtor de vinho, tiver de ir à Casa do Douro, à Régua, numa carrinha”.

O abaixo-assinado “já reuniu mais de 4 mil assinaturas na internet, estando por contabilizar as assinaturas em papel”.

“Vamos continuar com este tipo de iniciativas e amanhã (sexta feira) será feita nova recolha de assinaturas junto à fronteira de Vilar Formoso”, informou.

Sobre o facto de PS e PSD não terem chegado a acordo a propósito da cobrança de portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador, Francisco Almeida defende que “em vez de andarem com essas negociatas, deveriam percorrer as ditas alternativas”.

“Espanta-me que deputados, recentemente eleitos pelos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco, que não tinham nos seus programas estas portagens, venham agora dar o dito pelo não dito”, afirmou Francisco Almeida, acrescentando: “na página 26 do programa do Governo diz lá que não há portagens se não houver alternativas”.

“Onde estão essas alternativas?”, questionou.

Francisco Almeida disse ainda estar convencido de que, se “tivessem falado na introdução destas portagens, nunca teriam obtido tantos votos”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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