PT/Vivo: Moody's diz que retirada da proposta não afecta ‘rating’ das operadoras

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 22 de Julho de 2010   
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A Moody’s afirmou hoje que a caducidade da proposta da Telefónica para comprar a participação da PT na Vivo não afeta a avaliação das empresas, mas que isso pode mudar caso a Telefónica siga outras estratégias para controlar a Vivo.

Em comunicado, a agência de notação financeira explica que esta decisão não afeta o ‘rating’ das duas empresas, porque a Vivo continuará a contribuir significativamente para os ganhos das duas empresas e continua a ser estratégica para as perspetivas de crescimento, tanto da Telefónica, como da Portugal Telecom, na América Latina devido às pressões sobres as receitas nos seus mercados domésticos.

A Moody´s diz ainda que vai manter o acompanhamento ao processo e que a sua posição (em termos de avaliação das duas empresas) pode mudar, caso a Telefónica decida seguir outras estratégias que lhe permitam vir a controlar completamente a join-venture que tem com a PT, a Brazicel, que controla a Vivo, com 60 por cento da operadora brasileira.

A posição da agência poderá mudar também se algo levar a PT a vender a sua participação na Brazicel à Telefónica e considere um investimento alternativo numa operadora de telemóveis brasileira.

“O Brasil mantém-se como um mercado estratégico tanto para a Telefónica como para a Portugal Telecom. Em particular, o negócio móvel continua a ser um segmento com um elevado potencial de crescimento e com uma taxa de penetração a rondar os 95 por cento (contra 22 por cento de penetração nos serviços fixos), com 185 milhões de subscritores contabilizados em junho de 2010 e um ritmo de crescimento da taxa de subscritores a rondar os 20 por cento”, diz a Moody’s.

A agência destaca a importância da Vivo para as duas empresas, explicando que o controlo total da Brazicel daria à Telefónica uma porta para implementar o seu serviço fixo e a criação de um “grupo integrado poderoso”, apontando que a empresa brasileira é também estratégica para a PT, pois representa cerca de 50 por cento das suas receitas.

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico***

 



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