Rali verde. Plantar uma floresta graças às emissões de CO2
Publicado em 22 de Julho de 2010
A Green Team de Carlos Silva e Rui Sousa está a reflorestar e limpar a Tapada de Mafra
O projecto é pioneiro em Portugal e, dizem-nos, "muito provavelmente, no mundo". Carlos Silva e Rui Sousa, que fundaram a dupla Prolama há mais de dez anos, criaram agora a equipa de competição Green Team. "Há sempre a ideia de que as equipas de rali são nefastas para o ambiente", explica ao i Carlos Silva. "Queremos mostrar que uma actividade poluente pode ao mesmo tempo ter uma atitude positiva face aos problemas ambientais." Para tal, contam com a parceria da marca CarbonoZero®, a primeira em Portugal a disponibilizar calculadoras de carbono.
No final de cada prova, a equipa contabiliza os litros de combustível usados. Esse número é traduzido em quantidade de CO2 emitido e depois em créditos de carbono que são sinónimo de investimento que compense a emissão de gases poluentes. A E.value, responsável pela contagem, estima que os três carros Isuzu utilizados pela equipa emitem dez toneladas de CO2 por ano. Até agora, a equipa foi responsável pela emissão de 1332 kg de CO2, calcula Norma Franco da E.Value, "o que, em termos práticos, equivale ao consumo de uma lâmpada de 20 w durante 35 426 dias, considerando uma média de 4 horas diárias".
No caso da Prolama, a compensação de emissões é feita com benefício de uma floresta de choupos na Tapada de Mafra. A área ainda sofre as consequências de um incêndio em 2003 e além da reflorestação necessita regularmente de intervenções de limpeza para evitar novos fogos. "Deram-nos sugestões de sítios para apoiarmos; optámos pela Tapada de Mafra por estar próxima da equipa, mas também porque foi um local onde já fizemos corridas, como o prólogo do Transibérico de 2008." "Cada patrocínio é parcialmente canalizado para isto."
Mas há mais por trás do nome Green Team. "Cada convite ou documento que emitimos é feito em papel reciclado e usamos ecofontes em vez de tinteiros normais na impressão", explica Carlos Silva. A dupla quer ainda contagiar outras equipas e eventos. "O ideal seria que daqui a quatro ou cinco anos o desporto automóvel fosse totalmente verde."
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