Scut: Eixo Atlântico pede ao Governo para "redefinir" introdução de portagens na A28

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 21 de Julho de 2010   
Opções
a- / a+

O Eixo Atlântico solicitou hoje ao ministro das Obras Públicas que “redefina” o projeto de introdução de portagens na A28, alertando que o fim daquela SCUT constituiria “um duro golpe” na economia de Portugal e Espanha.

Em carta enviada a António Mendonça, o presidente da Comissão Executiva do Eixo Atlântico, Abel Caballero, sustenta que, neste momento de crise global, a introdução de portagens na A28 “traduzir-se-ia num duro golpe na economia”, não apenas do Norte de Portugal e da Galiza, mas também de Espanha e Portugal.

Caballero lembra que o Norte de Portugal e a Galiza formam uma região onde vivem mais de cinco milhões de pessoas e que as portagens criariam uma “barreira para a filosofia de proximidade” entre as duas regiões, “constituindo um obstáculo para as livre circulação de mercadorias e de pessoas”.

A título de exemplo, refere que 49 por cento das deslocações de veículos pesados e ligeiros entre Espanha e Portugal se realizam por aquela área transfronteiriça.

O Eixo Atlântico é uma associação que integra 17 municípios do Norte de Portugal e 17 da Galiza.

A A28 funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador), mas o Governo português pretende começar a cobrar portagens a partir de 01 de agosto, entre Viana do Castelo e o Porto.

Para a mesma data, está igualmente previsto o início de cobrança de portagens nas SCUT da Costa da Prata e do Grande Porto.



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close