O Eixo Atlântico solicitou hoje ao ministro das Obras Públicas que “redefina” o projeto de introdução de portagens na A28, alertando que o fim daquela SCUT constituiria “um duro golpe” na economia de Portugal e Espanha.
Em carta enviada a António Mendonça, o presidente da Comissão Executiva do Eixo Atlântico, Abel Caballero, sustenta que, neste momento de crise global, a introdução de portagens na A28 “traduzir-se-ia num duro golpe na economia”, não apenas do Norte de Portugal e da Galiza, mas também de Espanha e Portugal.
Caballero lembra que o Norte de Portugal e a Galiza formam uma região onde vivem mais de cinco milhões de pessoas e que as portagens criariam uma “barreira para a filosofia de proximidade” entre as duas regiões, “constituindo um obstáculo para as livre circulação de mercadorias e de pessoas”.
A título de exemplo, refere que 49 por cento das deslocações de veículos pesados e ligeiros entre Espanha e Portugal se realizam por aquela área transfronteiriça.
O Eixo Atlântico é uma associação que integra 17 municípios do Norte de Portugal e 17 da Galiza.
A A28 funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador), mas o Governo português pretende começar a cobrar portagens a partir de 01 de agosto, entre Viana do Castelo e o Porto.
Para a mesma data, está igualmente previsto o início de cobrança de portagens nas SCUT da Costa da Prata e do Grande Porto.




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