O dirigente do secretariado do PCP Alexandre Araújo afirmou hoje que não será a Festa do Avante, que se realiza em setembro, a determinar “o calendário” de apresentação do candidato presidencial comunista.
“Não é a Festa do Avante que determina o calendário de apresentação do candidato do PCP às presidenciais”, afirmou Alexandre Araújo aos jornalistas, na conferência de imprensa de apresentação da Festa do Avante.
O evento político e cultural, que marca anualmente a “rentrée” do PCP, tem lugar nos dias 3,4 e 5 de setembro, assinalando este ano os 20 anos da sua realização no espaço próprio dos comunistas da Quinta da Atalaia, no Seixal, 34 anos depois da primeira iniciativa.
“Nós temos, noutro momentos, apresentado o candidato em agosto ou a até outubro, variando conforme as circunstâncias. Vai ser a observação da realidade e a análise da realidade do país que façamos daqui até lá que decidirá do momento de apresentação do candidato, e não propriamente a festa que condicionará esse calendário”, disse.
Questionado sobre “avanços” no processo de escolha do candidato presidencial comunista, Alexandre Araújo respondeu que foram “os avanços que resultaram da última reunião do Comité Central, em que o PCP afirmou que iria apresentar um candidato”.
O dirigente comunista afirmou não esperar que a crise económica tenha reflexo “no êxito que a festa vai constituir”, argumentando que “é uma grande festa popular, que está enraizada na juventude, nos trabalhadores, no povo português” e que “não se confunde com outras iniciativas”.
O PCP sentiu, contudo, na organização da festa do Avante o “aumento do custo de vida” e “as dificuldades” provocadas pela crise, referiu.
Sem avançar números, Alexandre Araújo afirmou que foram emitidas o mesmo número de entradas permanentes (EP) que no ano passado, estando à venda desde março.
Questionado sobre a tradicional presença de organizações internacionais, o dirigente disse que a lista dessas presenças ainda “não está fechada”.
Segundo Alexandre Araújo, a festa, que é “a expressão maior da capacidade de realização do PCP”, será “ainda mais importante” devido “à própria situação do país”.
Para o PCP, a festa do Avante, “que sendo espaço de alegria, fraternidade e de convívio é também um momento alto de resistência e de luta”, nomeadamente “contra o PEC, contra e roubo nos salários e o corte nos apoios sociais”.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do acordo ortográfico ***




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