A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, indicou hoje que tem informações segundo as quais as forças de segurança do sul do Quirguistão terão praticado tortura e detenções arbitrárias desde os confrontos étnicos na região.
"A minha equipa no terreno no Quirguistão recebeu informações sugerindo que as autoridades locais fecham frequentemente os olhos a detenções ilegais, torturas e maus-tratos a detidos, tendo em vista a obtenção de confissões forçadas", afirmou em comunicado.
Estes detidos são na maioria homens jovens e "praticamente todos uzbeques", precisou.
Em meados de junho, uma vaga de violência étnica registada no sul do Quirguistão provocou 316 mortos, segundo um balanço provisório, mas as autoridades indicam que o número de vítimas poderá chegar a 2000.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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