As autoridades mexicanas confirmaram que o ataque de quinta feira na Cidade de Juarez, junto à fronteira com os Estados Unidos, que matou quatro pessoas foi realizado através da explosão de um carro-bomba.
Trata-se do primeiro atentado deste género que tem como alvo a polícia local e que matou, na quinta feira, um civil, dois polícias e um paramédico, sendo que 11 pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave.
Em declarações aos jornalistas, o comandante da zona militar do México, Eduardo Zarate, informou que "foram encontrados resíduos de 10 quilos de um explosivo conhecido como C4".
O responsável disse ainda que a bomba terá sido detonada através de um telemóvel.
Segundo o presidente municipal da Cidade de Juarez, José Reyes, “ a ameaça era dirigia às forças de segurança policial e não à população”.
“Temos que ter muito cuidado com os nossos departamentos de polícia, as suas ações e como protegê-los, e, claro, como podemos proteger a população contra as consequências”, alertou.
A polícia adiantou ainda que o atentado bombista foi uma retaliação à prisão do líder da quadrilha de traficantes “La Línea”, Jesus Acosta Guerrero, que havia sido detido na manhã do mesmo dia.
A Cidade de Juarez tornou-se uma das cidades mais perigosas do mundo, com mais de 4000 pessoas mortas desde o início de 2009.
De acordo com o presidente municipal, mas últimas semanas, pelo menos 14 agentes da polícia foram mortos na cidade e arredores nas últimas semanas.




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