Utentes de São João do Estoril sem médico de família contestam transferência para Alcabicehe

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 13 de Julho de 2010   
Opções
a- / a+

Os utentes de São João do Estoril sem médico de família serão forçados a mudar de centro de saúde, uma situação contestada pela associação local de moradores que já enviou uma petição à ministra da Saúde.

Segundo a diretora do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais, Helena Costa, os utentes que não têm médico de família terão de se dirigir, a partir de agora, à unidade de saúde de Alcabideche, à exceção das grávidas e crianças que poderão continuar a ser atendidas em São João.

Helena Costa explicou que em Alcabideche é possível uma melhor gestão de recursos e disponibilidade de gabinetes em Alcabideche, freguesia que tem um maior número de utentes sem médicos.

“A falta de médicos de família é uma realidade nacional que nos afeta a todos e para reduzir ao mínimo o incómodo de deslocação, achamos por bem que a deslocação fosse feita para Alcabideche”, sustentou a responsável.

Com cerca de nove mil pessoas sem médico de família no Estoril, Helena Costa explicou que o Centro de Saúde de Alcabideche tem “maior capacidade para dar resposta a esses utentes”.

Quem não concorda com esta decisão é a Associação de Moradores da Quinta da Carreira, em São João do Estoril, que já enviou uma petição com 850 assinaturas à ministra da Saúde, Ana Jorge, a pedir que inverta a situação

O presidente da associação, Carlos Guimarães, explicou à agência Lusa que a unidade de Alcabideche “é de difícil acesso, sem comboios”, ao contrário da unidade de São João, construída há pouco tempo, localizada mesmo ao lado da estação.

“Isto é inadmissível. Nós moradores não protestámos quando aqui construíram o centro de saúde e agora afinal nem sequer temos direito a ser ali assistidos”, disse o representante.

Contactada pela Lusa, fonte da ARS de Lisboa e Vale do Tejo remeteu todos os esclarecimentos para a diretora do ACES, sublinhando apenas que o objetivo é “dar médico de família a quem não o tem” numa “distância de cerca de 4 quilómetros”.

 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***



Qual a sua reacção:
Tem mais informações sobre esta notícia?
Conte a sua história. Seja um iRepórter.

Notícia relacionada

Close