Especialistas internacionais preparam em Óbidos rede de monitorização global

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 12 de Julho de 2010   
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 Um painel internacional de especialistas em conservação da biodiversidade está reunido a partir de hoje em Óbidos para preparar as bases da criação de uma rede de monitorização da biodiversidade terrestre à escala global.

O grupo de trabalho, coordenado pelo investigador do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Henrique Miguel Pereira, juntará até quinta feira investigadores de diversas regiões do mundo, incluindo África, Ásia e América do Sul, de acordo com a informação divulgada pela organização da iniciativa.

Estes especialistas integram o grupo de trabalho dedicado às espécies terrestres, no âmbito do projeto de criação de uma rede internacional para a observação da biodiversidade (Geo-Bon).

O objetivo da rede é a criação de “uma estrutura global e cientificamente robusta para a observação e deteção de alterações à biodiversidade”.

A perda da biodiversidade representa uma ameaça grave à estabilidade dos ecosistemas, no entanto, de acordo com estes especialistas, não existem ainda mecanismos que permitam monitorizar o estado da biodiversidade a nível global.

“Faltam dados por exemplo que permitam saber qual a velocidade que se está a perder a biodiversidade, quais as tendências de perda nas últimas décadas nas diferentes regiões e que alterações à composição das comunidades estão efetivamente a acontecer”, explicam.

No contexto da Geo-Bon foram assim criados vários grupos de trabalho para abordar as diferentes componentes da biodiversidade, sendo o encontro de Óbidos destinado à reunião do grupo de trabalho dedicado às espécies terrestres.

De acordo com uma nota distribuída pela organização da iniciativa, os investigadores “irão discutir formas de harmonização dos programas de monitorização já existentes e preparar um guia de boas práticas que possa ser aplicado globalmente em futuros projetos de monitorização”.

Serão ainda discutidas iniciativas para a implementação de programas de monitorização em regiões para as quais existem lacunas de informação, acrescenta.

 

*** Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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