Cuba: Amnistia Internacional pede libertação imediata, e não por fases, de 53 presos políticos

por Marta F. Reis com Agência Lusa , Publicado em 08 de Julho de 2010   
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A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje ao governo cubano que liberte imediatamente 53 presos políticos, em vez de o fazer faseadamente, como anunciou.

O governo do presidente cubano, Raúl Castro, após a mediação da Igreja Católica de Cuba, anunciou a intenção de libertar 52 presos políticos, cinco dos quais nas próximas horas e os outros dentro de três ou quatro meses.

“Damos as boas vindas ao compromisso de libertação desses presos, mas não há nenhuma razão para que os 53 presos não possam ser libertados imediatamente”, afirmou a diretora do programa da AI para as Américas, Susan Lee.

“Estes homens estão presos desde 2003 simplesmente por expressarem pacificamente as suas crenças políticas e deveriam ser colocados em liberdade, sem condições, agora”, realçou.

A Amnistia junta aos 52 um outro preso, o advogado Rolando Jiménez Posada, que cumpre uma pena de 12 anos por “não respeitar a autoridade e revelar segredos sobre a polícia de segurança do Estado”.

Os primeiros cinco presos que sairão das celas poderão viajar para Espanha com as suas famílias e as autoridades cubanas afirmaram à Igreja que os restantes 47 terão igualmente a possibilidade de saírem da ilha.

A AI assinala que não está claro que se lhes dê a possibilidade de ficarem em Cuba.

“Obrigá-los a deixar o país seria outra forma de suprimir a liberdade de expressão e movimento em Cuba”, considerou Lee.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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