Nos últimos quatro anos em Roland Garros, Roger Federer nunca venceu a final. Será portanto óbvio constatar que perdeu em quatro ocasiões. Em quatro jogos contra Rafael Nadal. O que tem 2009 de diferente? Desde logo a derrota de Rafael Nadal frente ao sueco Robin Soderling. Este é, por isso mesmo, o ano da oportunidade de ouro para Roger Federer se consagrar, a nível de títulos, ainda mais como um dos melhores de sempre, vencendo o único Grand Slam que ainda não conseguiu conquistar.
Precisamente numa época em que algumas vozes chegaram inclusivamente a prever um fim de carreira por falta de motivação, Federer parece estar vivo... e para as curvas.
O universo parece conspirar a seu favor e não é apenas por causa da derrota de Nadal. Antes do espanhol, no sábado, também Novak Djokovic tinha sido eliminado, por Philip Kohlschreiber. O quadro inferior parece o mais fácil. Para já, defronta o alemão Tommy Haas. depois, nos quartos-de-final, os adversários melhor cotados são o argentino Juan Martín Del Potro e o francês Jo-Wilfried Tsonga. Serão eles os últimos adversários rumo à quarta final consecutiva.
Daí, neste momento, tem quatro nomes para escolher: Soderling, o carrasco de Nadal, Davydenko, Murray e González, que eliminou Rui Machado. Tudo pode acontecer, mas nunca a conjuntura foi tão favorável para o suíço.
Como campeão que é, Federer não se deve dar ao luxo, nem pode, de desperdiçar esta ocasião de ouro. Haverá alguém que não o deseje?




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