Empreendorismo, inovação e trabalho académico não se rendem à crise

por Nuno Paiva, Publicado em 31 de Maio de 2009   
Uma empresa portuguesa, com o apoio de um grupo de estudantes de MBA, lança-se na comercialização de colchões inovadores para hospitais, instituições de saúde e residências sénior.
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Foi na Ajutec, Feira Internacional de Ajudas Técnicas e Novas Tecnologias para Pessoas com Deficiência, a decorrer na Exponor entre 7 e 10 de Maio, que a Eurospuma apresentou pela primeira vez ao público o seu inovador colchão em espuma viscoelástica com propriedades anti-escaras, anti-alergénicas e ignífugas.

A empresa que, desde 1965, se dedica à produção de matérias-primas para fabricantes de estofos e colchões, é um dos produtores mais avançados tecnologicamente na produção de espumas de poliuretano, sendo fornecedora das principais indústrias ibéricas daquele sector.

Agora, a empresa quer ir mais longe, tendo vindo a investigar e desenvolver produtos, como colchões e almofadas, absolutamente revolucionários para a melhoria das condições de doentes ou idosos que necessitam de estar acamados durante longos períodos de tempo.
Os seus produtos estão já certificados pelo Infarmed mas falta fazê-los chegar ao consumidor final, aspecto que para a Eurospuma, sem experiência na comercialização directa, se torna o mais complicado.

Para a apoiar na concretização deste passo, a empresa aceitou ser ajudada por um grupo de alunos de MBA do IESF, que, no âmbito da disciplina de Estratégia Empresarial, está a desenvolver um trabalho de fundo na procura dos melhores canais de distribuição para aqueles produtos e a apoiar a empresa na definição e implementação de um plano de Marketing à medida dos seus objectivos. Esta aliança empresarial e académica já começou a dar frutos, tendo sido estabelecida a primeira parceria de distribuição entre a Eurospuma e a F. Bonnet – produtos hospitalares.

Em tempos de crise, não há melhor caminho do que a criatividade e é auspicioso ver que empresas de tradição e sólida competência produtiva se deixam envolver por novas estratégias, acreditando em novas visões e novas práticas.

Quando a realidade empresarial e a prática académica se conjugam para fazer crescer o país, há mais esperanças no combate à crise.



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