AG da PT: Telefónica não vota. Estado pronuncia-se contra proposta

Publicado em 30 de Junho de 2010   
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O presidente da mesa da AG da PT,  Menezes Cordeiro, decidiu agora que a operadora espanhola não vai poder votar na reunião de accionistas da Portugal Telecom.
Como o i já tinha avançado esta semana, Menezes Cordeiro deixou para a última hora o esclarecimento desta dúvida.

O presidente da Mesa da AG, tal como o i antecipa na edição de hoje, decidiu não deixar que os votos dos espanhóis, que têm 10% das acções imputadas, sejam contabilizados, apurou o i.

Menezes Cordeiro concluiu que existia um claro conflito de interesses, já que a Telefónica é quem quer comprar a Vivo.

Recorde-se que, parte das acções da PT detidas pela Telefónica, 8% dos 10% detidos, foram vendidos ao longo deste mês, tendo a CMVM no entanto concluído que os direitos de voto continuavam com os espanhóis.

 Com esta decisão, e segundo apurou o i, o capital que irá votar na AG da PT passou de 68% para 62%. A meta a atingir para qualquer uma das partes está então nos 31%, mais um voto.

 

Estado contra

O accionista Estado, que detém 500 acções da Portugal Telecom, fez uma declaração de voto contra a proposta da Telefónica, avança o Negócios online.

José Sócrates, já antes tinha dado indicações que o governo era contra a proposta. Agora, mesmo com o novo valor em cima da mesa, de 7,15 mil milhões, a posição fica inalterada.

Á entrada da AG, o chairman da PT, Henrique Granadeiro, garantiu que “ o conselho de administração não tomou uma posição e nem vai tomar” em relação à proposta da Telefónica.

 A operadora espanhola reviu em alta pela segunda vez o preço oferecido pela Vivo, de 6,5 mil milhões para 7,15 mil milhões, numa alteração de última hora que poderá alterar o curso da Assembleia-geral (AG) marcada para hoje.

 



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