O clima económico aumentou ligeiramente em junho, mantendo a trajetória ascendente iniciada em maio de 2009 e registando o valor mais elevado desde setembro de 2008, enquanto a confiança dos consumidores atingiu o valor mais baixo do último ano.
De acordo com os Inquéritos de Conjuntura às Empresas e Consumidores, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, em junho observou-se uma recuperação dos indicadores de confiança relativos ao Comércio e à Construção e Obras Públicas.
A Industria Transformadora e de Serviços registou, por sua vez, uma deterioração.
Segundo o INE, o indicador de clima económico recuperou para os 0,1 por cento em junho, prolongando-se a recuperação iniciada em maio do ano passado.
Em relação ao agravamento do pessimismo das famílias, o INE refere que resulta do contributo negativo de todas as componentes do inquérito, com as expetativas sobre a situação financeira do agregado familiar a apresentar o contributo “mais intenso”.
O indicador de confiança dos consumidores recuou assim de 38,3 pontos negativos em maio para 40,1 pontos em junho, o valor mais baixo desde junho de 2009, altura em que foram registados 43,5 pontos.
Segundo o INE, as expetativas sobre a evolução da situação económica do país diminuíram “expressivamente” nos últimos sete meses, contrariando o forte aumento iniciado em abril de 2009.
As perspetivas de evolução da poupança, por sua vez, “prolongaram o perfil negativo observado desde novembro, aproximando-se do mínimo histórico da série registado em abril de 2009”.
As perspetivas de evolução do desemprego, por seu turno, aumentaram ligeiramente em junho, após ter diminuído nos três meses anteriores.
*** Texto escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***




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