SCUT: Comissões voltam a exigir suspensão do processo sobre introdução de portagens

por Cláudia Reis com Lusa, Publicado em 26 de Junho de 2010   
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O movimento de utentes contra as portagens nas Scut exigem que o processo relativo a esta matéria seja “suspenso”.

Além disso, solicitam ainda ao Governo que “inicie um novo diálogo (negociação) com comissões, autarquias e entidades envolvidas” nesta questão.

Esta foi uma das conclusões de mais um encontro entre os representantes deste movimento que, esta manhã, voltou a reunir na Póvoa de Varzim e a reiterar que “vai manter a luta” contra a intenção de o Governo portajar estas vias que, inicialmente, não previam custos para os seus utilizadores.

José Rui Ferreira, porta voz deste grupo, congratulou-se com o facto de os partidos da oposição terem aprovado a “revogação da obrigatoriedade de instalação de dispositivos eletrónicos de matrícula (chips) nos veículos, inviabilizando a introdução de portagens”.

“Esta foi uma vitória deste movimento”, disse José Rui Ferreira ao mesmo tempo que sublinhava que esta decisão da Assembleia da República “deve ser respeitada”.

Nesta altura, “não há condições para impor a instalação de portagens nas Scut”, disse ainda o porta voz.

Os representantes das comissões pedem ainda a “todos os partidos” que se manifestem contra a introdução de portagens nas Scut a 09 de julho, dia em que esta questão vai ser debatida no Parlamento.

Caso a cobrança pela utilização das Scut na região do Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata venha mesmo a entrar em vigor já a partir do próximo dia 01 de julho, José Rui Ferreira vê esta postura como um “desrespeito pela Assembleia da República e uma verdadeira provocação contra as pessoas que utilizam aquelas vias”.

“Se não houver bom senso por parte do Governo e se este não tiver em conta as exigências” das comissões de utentes, Câmaras Municipais e demais organismos, “vamos prosseguir com outras formas de luta”, avisou José Rui Ferreira que considera que todo este processo que envolve as Scut é uma “grande trapalhada”.

Jorge Passos, um outro elemento das comissões de utentes, presente, esta manhã, neste encontro, aproveitou para “repudiar qualquer tipo de incitação à violência nesta questão”.

“Não partilhamos e demarcamo-nos deste tipo de ideias”, frisou.

Para já, o movimento não tem idealizados mais protestos, mas, e caso as pessoas optem por passar nas Scut sem pagar, José Rui Ferreira considera que “esse é um direito que assiste aos utentes daquelas vias”.

A terminar, o também utente diário de uma das Scut do norte quis “saudar” o empenho de outras entidades e organismos nesta luta, nomeadamente os autarcas de seis municípios servidos pela A 28 (Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Esposende, Póvoa de Varzim e Vila do Conde) que, no dia 03 de julho, agendaram uma manifestação contra a introdução de portagens nesta via.


 

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***



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