O Vaticano exprimiu hoje a sua “indignação” pela “violação dos túmulos” de dois antigos arcebispos de Maline-Bruxelles durante as buscas na sede da Igreja católica belga, na sequência de acusações de abusos sexuais de menores por eclesiásticos.
O secretariado de Estado do Vaticano “expressou o seu profundo choque pela forma como foram realizadas (quinta feira) algumas das buscas pelas autoridades judiciais belgas” e “a sua indignação pela violação dos túmulos dos cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenens”, segundo um comunicado, hoje divulgado.
A polícia belga fez na quinta-feira buscas na sede da Igreja católica do país, na sequência de acusações de abusos sexuais de menores por eclesiásticos.
Os polícias fizeram buscas nas instalações da arquidiocese de Malines-Bruxelles, localizadas em Malines (norte de Bruxelas), “para confirmar, ou não, estas acusações”, segundo o porta-voz, Jean-Marc Meilleur.
“A nossa consternação perante tais ações junta-se à nossa amargura contra a violação de confidencialidade”, acrescentou o secretariado, liderado pelo número dois do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.
O Vaticano reiterou, no mesmo comunicado, “a firme condenação de todos os atos criminosos e imorais de abuso sobre menores por parte de membros da Igreja”.
Um dia depois das buscas policiais, o papa Bento XVI nomeou hoje para a liderança da diocese belga de Bruges, o arcebispo Jozef De Kesel, em substituição de Roger Vangheluwe, que renunciou em abril passado depois de ter admitido abusos contra uma criança do sexo masculino da sua congregação.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




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