Scut: Junta Metropolitana do Porto diz portagens a 1 de julho é “esticar a corda"

por Cláudia Reis com Lusa, Publicado em 25 de Junho de 2010   
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A Junta Metropolitana do Porto (JMP) considerou hoje por unanimidade que “não há condições nenhumas” para implementar portagens nas três SCUT do norte a 01 de julho, considerando que “fazê-lo é esticar a corda de uma forma perigosa”.

“Não há condições para lançar portagens na Área Metropolitana do Porto sem que esteja clarificado o que vai acontecer em todas as demais SCUT e o que vai acontecer tem que ser igual para todas”, afirmou hoje o presidente da JMP, considerando que antes de implementar portagens nas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) do norte “é preciso que se explique como vai ser em todo o território”.

Em declarações aos jornalistas, Rui Rio defendeu que o Governo “não tem condições” para implementar portagens nas SCUT Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral a 01 de julho, o que, acrescentou, seria “esticar a corda de uma forma perigosa”.

“Mesmo que [o Governo] diga que um dia há de tratar tudo por igual, manifestamente não o está a fazer”, acrescentou o presidente da JMP, realçando que avançar com portagens a norte “seria estragar um pouco a intervenção quer do primeiro ministro quer da Assembleia da República”.

Rui Rio elogiou José Sócrates, que “teve o cuidado” de lhe ligar “para falar do tema [das portagens nas SCUT]”, que “foi sensível e em nome da pacificação tomou a posição de alargar o critério a todo o território e isentar algumas situações”, criticando o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, que “já lá tem duas cartas e nem sequer respondeu”.

José Sócrates propôs quarta feira a cobrança de portagens “em todas as sete SCUT”, desde que os residentes ou os que tenham “actividade económica registada” na área atravessada pela via fiquem isentos de pagamento.

Segundo Rio, “o primeiro ministro ligou e explicou que a posição tomada teve a ver com a posição da JMP”.

À igualdade de tratamento exigida pela JMP, acrescenta, “não há condições materiais” para implementar portagens nas três SCUT do norte, uma vez que “o diploma está politicamente morto, o que tem um significado muito forte”.

“Se é verdade que foi votado na generalidade e tecnicamente ainda não foi revogado, a verdade é que politicamente o diploma está morto”, realçou o também presidente da Câmara do Porto, na conferência da imprensa para anunciar a posição da JMP depois da oposição ter aprovado no Parlamento, na generalidade, a revogação da aplicação do sistema de identificação eletrónica de veículos.

“Se forçarem acho que as coisas não vão correr bem”, alertou Rui Rio, acrescentando que “seria muito pouco prudente não ser ao mesmo tempo para todos”.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 



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