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Por os pontos nos iii

por Marta Crawford, Publicado em 30 de Maio de 2009   
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Li bem? Ao que parece, psiquiatras portugueses com relevância na praça disseram que existem tratamentos para alteração da orientação sexual!? Mas tratar o quê? Estamos no século 21 ou fui eu que me enganei? Entristece-me profundamente que o conhecimento científico não chegue a todos, principalmente a quem tem a obrigação de estar actualizado e despido de preconceitos para que a sua pratica clínica seja válida. Para que conste de uma vez por todas: A Associação Psiquiátrica América (APA) retirou em 1973 do Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais (DSM) o diagnóstico referente a homossexualidade, depois da revisão de inúmeros estudos e provas que demonstravam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) posteriormente tomou a mesma decisão.

A homossexualidade não é uma doença, logo, não se trata!

 

Ouvi bem? Será que ouvi mesmo um deputado do CDS-PP aproveitar-se do comportamento inadmissível de uma professora de história de espinho, para atacar e justificar a sua posição face à educação sexual nas escolas? Que tipo de ilação se pode retirar a partir de um caso de incompetência pedagógica? Lá foi dizendo, o dito deputado, perante as acusações de oportunismo por parte de todos os partidos de esquerda, que "a intimidade, os afectos e a sexualidade não são competência do estado". Não? Não posso deixar de me lembrar de Pilatos que também ele "preferiu lavar as suas mãos".

Sexóloga

 



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