CDS exige ao Governo política global para as SCUT com respeito pela privacidade

por Cláudia Reis com Lusa, Publicado em 22 de Junho de 2010   
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O presidente do CDS defendeu hoje um sistema de utilizador pagador nas auto estradas, acusando o Governo de discriminar o Norte ao querer passar a cobrar em apenas três SCUT e de violar a privacidade dos cidadãos.

Paulo Portas falava em conferência de imprensa na Assembleia da República, em que acusou o PS de ter metido “o país no sarilho das [auto estradas sem custos para o utilizador] SCUT”.

“Em vez de assumir que a sua política está errada, o Governo vem com remendos sem lógica e sem cuidado”, apontou, referindo-se ao sistema planeado pelo executivo, através chip, para cobrar portagens nas auto estradas do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.

Para o presidente do CDS-PP, Portugal precisa “de uma revisão global da política das SCUT, partindo do princípio do utilizador pagador, com coerência entre Norte, Centro e Sul do país e sem discriminação de nacionais relativamente a estrangeiros”.

Como alternativa à via seguida pelo executivo, Portas defendeu também a necessidade de ponderação “dos regimes diferenciados” que se possam justificar, apontando como exemplos moradores e actividades económicas expostas a custos adicionais considerados insuportáveis no atual momento do país.

Ainda numa linha de demarcação face ao Governo, o líder do CDS defendeu que qualquer sistema de cobrança de portagens “deverá respeitar a privacidade do cidadão”.

“Ao contrário do PS, o CDS sempre foi transparente e coerente na questão das SCUT” e, como tal, “pode manter hoje aquilo que disse durante a campanha eleitoral. O CDS também disse que a revisão do sistema das SCUT deveria ajudar a um maior equilíbrio das finanças públicas e aliviar a carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas”, vincou o líder democrata cristão.

Face a estas posições, o líder do CDS reafirmou a intenção do seu partido de votar contra, na quinta feira, a introdução de um sistema de chip na cobrança de portagens nas três citadas SCUT.

“Daí a exigência do CDS ao Governo de uma política global em relação às SCUT, que tenha princípio, meio e fim”, acrescentou.

 

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

 



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