“Os traçados definidos, nestes termos, prejudicam gravemente a qualidade de vida das populações”, afirmou o deputado do PSD Luís Rodrigues.
O social democrata falava no Parlamento, durante a discussão de duas petições, uma exigindo medidas para a alteração do traçado das linhas de muito alta tensão entre Portimão e Tunes e entre Santo Estevão e Gavião de Baixo, no concelho de Silves, e outra a alteração do traçado da linha de muito alta tensão da Rede Elétrica Nacional (REN) no concelho de Almada.
Em discussão esteve também um projeto de resolução do PCP, que recomenda ao Governo uma intervenção junto da REN, no sentido de implementar o traçado apresentado no estudo do impacto ambiental de fevereiro de 2009, “com as retificações propostas e consensualmente aceites ou considere outras soluções alternativas existentes e que não colidam com os interesses dos residentes nem comprometem projetos de interesse para o desenvolvimento local”.
Luís Rodrigues referiu que no caso de Silves, o traçado agora definido pela REN “não é igual ao acordado com a câmara municipal” e que deve ser estabelecida uma nova proposta.
Já sobre Almada, o deputado criticou o facto de a linha de muito alta tensão “passar por aglomerados urbanos consolidados”.
Pelo PS, a deputada Eurídice Pereira referiu as falhas de comunicação entre “administração central e local”.
A deputada socialista defendeu que a REN deve “informar” as partes sobre todas as opções, mas assinalou que “os atores locais devem expressar a tempo” as suas reclamações.
O deputado do CDS-PP Artur Rego alertou para a “falta de regulamentação específica” para a localização das linhas e lembrou que a União Europeia tomou medidas que Portugal deve acompanhar, pelo “respeito pelo direitos dos cidadãos e de propriedade”.
Rita Calvário, do BE, lembrou que a sua bancada já apresentou um projeto de lei neste sentido e acusou o Governo de “não ter vontade” de mudar regras, manifestando concordância com a resolução do PCP.
“Quando as propostas concretas estiveram em discussão, houve grupos parlamentares que as chumbaram, essa é a verdade”, acusou, por outro lado, Heloísa Apolónia, do PEV, dirigindo-se ao PS e PSD.
Já a deputada do PCP Paula Santos referiu que, em Almada, a REN “não considerou os pareceres” da autarquia e “desvalorizou contributos”.
A deputada comunista apelou ao Governo que intervenha junto deste organismo no sentido de se definirem novos traçados.




Rating: 0.0
Actividade em ionline